No dia 10 de abril, o grupo de astronautas à bordo da nave Orion, utilizada para a realização da missão Artemis II, retornou a Terra após concluir uma jornada de dez dias ao redor da Lua.
Só que, antes de retomar sua rotina, os profissionais precisam passar por semanas de fisioterapia, exercícios aeróbicos e de resistência, uma vez que a falta de gravidade no espaço acaba causando muitas alterações em seus corpos.
Vale destacar que os impactos causados pela exposição ao ambiente espacial podem afetar desde a estrutura óssea até o DNA. E entre as principais mudanças documentadas, estão:
- Atrofia muscular: a microgravidade faz com que os músculos fiquem mais fracos, uma vez que eles não precisam mais suportar tanto peso quanto na Terra;
- Perda de densidade óssea: as forças gravitacionais fazem com que os ossos percam minerais, tornando-se mais suscetíveis a fraturas;
- Aumento da altura e dores: a coluna vertebral se expande na microgravidade, podendo fazer os astronautas crescerem alguns centímetros e passem a sentir dores nas costas com o tempo;
- Redistribuição de fluidos: com os fluidos corporais se deslocando para a parte superior do corpo no espaço, o rosto se torna mais inchado e as pernas mais finas;
- Alterações na visão: a redistribuição de fluidos acaba achatando o globo ocular e engrossando a retina por causar pressão intracraniana, elevando o risco de prejudicar a visão dos astronautas;
- Enfraquecimento do sistema imunológico: as defesas naturais do corpo ficam ameaçadas pelo estresse do ambiente confinado e a radiação espacial, tornando os astronautas mais suscetíveis a infecções;
- Distúrbios do sono e paladar: fatores como a falta do ciclo natural da passagem do tempo, o ruído da estação espacial e a congestão nasal causada pelo inchaço facial afetam o sono e o paladar.
Envelhecimento precoce: astronautas em risco
Publicado na revista científica Cell Stem Cell, um estudo recente, desenvolvido por especialistas do Instituto de Células-Tronco Sanford da Universidade da Califórnia em parceria com a Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço (NASA), revelou que os astronautas também estão expostos ao risco de aceleração de seu processo de envelhecimento biológico.
Isso porque, de acordo com o que foi analisado, as células sanguíneas acabam perdendo grande parte de sua capacidade de gerar novas células saudáveis quando são expostas ao ambiente espacial.
Além disso, elas também passaram a apresentar danos genéticos específicos. Em conjunto, essas características funcionam como marcadores claros de um processo de envelhecimento acelerado.





