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O que significa preferir mandar SMS do que conversar ao telefone, segundo a ciência

Por Eduardo Sant’Anna
11/01/2026
O que significa preferir mandar SMS do que conversar ao telefone, segundo a ciência

Pixabay/Reprodução

Atender uma ligação telefônica, para muitos jovens, deixou de ser um gesto automático e passou a representar desconforto, e, em alguns casos, ansiedade. Em um cenário dominado por aplicativos de mensagens, áudios e redes sociais, falar ao telefone tornou-se um hábito cada vez mais evitado pelas novas gerações.

Pesquisas recentes indicam que esse comportamento é especialmente comum entre jovens da Geração Z e dos Millennials. Um levantamento realizado pelo site Uswitch, com 2 mil entrevistados, mostrou que cerca de 70% das pessoas entre 18 e 34 anos preferem se comunicar por mensagens de texto em vez de atender chamadas telefônicas.

O dado reflete uma mudança cultural significativa. Nascidos entre 1995 e 2010, muitos integrantes da Geração Z cresceram em um ambiente já completamente digitalizado, no qual a comunicação escrita e assíncrona se tornou padrão. Para esse grupo, falar ao telefone não é apenas incomum, pode ser desconfortável.

Por que as ligações causam incômodo?

Especialistas apontam que evitar chamadas telefônicas não está necessariamente ligado à timidez, mas a uma combinação de fatores emocionais, sociais e tecnológicos.

Um dos principais motivos é a ansiedade social. Conversas por telefone exigem respostas imediatas, sem tempo para pensar ou editar o que será dito. Em contraste, as mensagens oferecem mais controle, permitindo que a pessoa organize melhor suas ideias antes de responder.

Outro fator é a falta de costume. Com a popularização dos aplicativos de mensagens, chamadas telefônicas deixaram de ser a principal forma de contato, tornando-se algo fora da rotina para muitos jovens. Isso faz com que o simples toque do telefone gere estranhamento.

Há ainda a sensação de invasão. Diferente de uma mensagem, que pode ser respondida no momento mais conveniente, a ligação interrompe o que a pessoa está fazendo e exige atenção imediata. Para muitos, isso gera resistência.

O telefone como sinal de problema

Pesquisas comportamentais também apontam que ligações passaram a ser associadas a situações urgentes ou negativas, como problemas familiares, cobranças ou emergências. Essa associação reforça a ansiedade ao ver o telefone tocar, especialmente quando a chamada é inesperada.

Além disso, as barreiras tecnológicas contribuíram para essa mudança. O avanço de mensagens instantâneas, áudios e chamadas de vídeo reduziu a necessidade das ligações tradicionais, tornando-as quase obsoletas em determinadas faixas etárias.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Eduardo Sant’Anna

Eduardo Sant’Anna

Jornalista apaixonado por esportes. Experiência em redação, produção de textos e elaboração de pautas.

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