A possibilidade de um encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, movimenta bastidores diplomáticos e levanta especulações sobre onde esse encontro histórico pode acontecer. Segundo informações do jornal O Globo, Roma, capital da Itália, surge como o cenário mais provável.
A cidade sediará, em outubro, uma série de eventos comemorativos dos 80 anos da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), o que ofereceria uma oportunidade estratégica para os dois líderes se encontrarem.
Roma ou Malásia: os cenários em análise
Outra hipótese em discussão é a Malásia, que receberá no fim do próximo mês a cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN). Esse encontro também poderia servir como palco para a primeira reunião oficial entre Lula e Trump desde que ambos manifestaram interesse em estreitar diálogo durante a Assembleia-Geral da ONU, realizada em Nova York na semana passada.
O breve contato em Nova York deixou claro, de acordo com os relatos, que houve uma “excelente química” entre os dois presidentes. Trump chegou a comentar publicamente sobre essa boa impressão, e Lula confirmou, afirmando que “o que parecia impossível, deixou de ser impossível e aconteceu”.
O clima positivo abriu espaço para que a diplomacia brasileira buscasse alternativas para transformar esse aceno em uma reunião concreta.
Enquanto a escolha do local ainda não foi definida, negociações seguem intensas. O chanceler Mauro Vieira esteve recentemente em Washington para tratar do assunto com representantes norte-americanos, após acompanhar Lula na Assembleia da ONU.
Antes, porém, é possível que os dois líderes tenham um contato preliminar por telefone ou videoconferência ainda esta semana. Nesse primeiro diálogo, Lula deve reforçar que nunca adotou postura antiamericana e que respeita a independência das instituições brasileiras — em referência ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro pelo Supremo Tribunal Federal.





