Nas últimas décadas, as temperaturas têm se elevado ao redor de todo o mundo, sobretudo durante o verão. E de acordo com uma análise da Organização das Nações Unidas (ONU), a tendência é que o fenômeno continue ocorrendo ao longo dos próximos anos.
A avaliação da Organização Meteorológica Mundial (OMM), que é a agência meteorológica e climática da entidade, aponta para uma probabilidade de 75% de que a temperatura média exceda os níveis pré-industriais em mais de 1,5 ºC durante o período de 2026 a 2030, atingindo um novo recorde.
De acordo com especialistas, além de ondas de calor intensas, o cenário ainda desencadeará outras anomalias meteorológicas extremas, como inundações severas e secas prolongadas, que devem impactar diversas regiões do planeta.
Diante desse panorama, a ONU tem feito um apelo para que governos globais desenvolvam planos de contingência robustos, que incluam tanto a mitigação das causas estruturais do aquecimento quanto a adaptação e resposta imediata aos seus impactos socioambientais.
Causas do calor extremo: ONU aponta fatores centrais
O relatório da ONU ainda demonstra que a intensificação das ondas de calor deriva da combinação de dois fatores centrais, sendo eles:
- Ação humana: a queima de combustíveis fósseis (carvão, petróleo e gás) e o desmatamento emitem bilhões de toneladas de gases que prejudicam a atmosfera, como o dióxido de carbono (CO2) e o metano (CH4), e expõe o planeta a níveis elevados de calor;
- Fenômenos naturais: o retorno iminente do fenômeno climático natural El Niño também aparece entre as causas do problema, pois além de aquecer as águas do Oceano Pacífico, ele ainda altera os padrões de chuva em várias partes do globo.
Conforme divulgado pelo portal Nova Cana, para o secretário-geral da ONU, António Guterres, esses fatores devem ser encarados como “um alerta climático urgente” a respeito dos cenários meteorológicos futuros.





