O mundo entrou em estado de alerta após o fim do tratado nuclear New START entre Estados Unidos e Rússia, ocorrido nesta semana. Para a ONU, o encerramento do acordo abre caminho para uma nova corrida armamentista nuclear, considerada uma das maiores ameaças globais para 2026.
A tragédia citada por organismos internacionais é justamente o risco concreto de expansão descontrolada de arsenais nucleares e o aumento da possibilidade de conflitos com armas de destruição em massa.
Fim de tratado nuclear reacende temor de corrida armamentista global
O New START era o último acordo vigente que limitava o número de ogivas nucleares estratégicas prontas para uso pelas duas maiores potências nucleares do planeta. Pelo tratado, EUA e Rússia estavam restritos a até 1.550 ogivas e 700 mísseis ou bombardeiros de longo alcance, além de inspeções mútuas para garantir transparência. Com o fim do acordo, essas barreiras deixam de existir.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou que o mundo vive um momento “grave e perigoso”. Segundo ele, pela primeira vez em mais de 50 anos, não há nenhum limite legal vinculante para os arsenais nucleares estratégicos das duas potências, o que eleva o risco de erros de cálculo, escaladas militares e acidentes com consequências globais.
A Rússia lamentou formalmente o encerramento do tratado, mas autoridades do Kremlin sinalizaram que o país está preparado para um cenário sem restrições. Nos Estados Unidos, o governo ainda não apresentou uma posição oficial, embora haja indicações de negociações nos bastidores para um novo acordo que inclua também a China, cujo arsenal nuclear cresce rapidamente.
A União Europeia pediu moderação imediata, enquanto a China declarou preocupação com os impactos do fim do tratado na estabilidade internacional. O papa Leão XIV também se manifestou, pedindo esforços urgentes para evitar uma nova corrida armamentista.





