No domingo, 3, em entrevista ao programa Canal Livre, da Band, Romeu Zema (Novo), ex-governador de Minas Gerais e adversário de Lula nas Eleições 2026 para a presidência, deu uma declaração sugerindo que, caso seja eleito, poderá suspender o Bolsa Família para milhões de brasileiros.
Segundo o político, seu propósito é realizar uma auditoria no projeto para identificar fraudes com maior precisão. Além disso, o pré-candidato afirmou que muitos adultos inseridos no programa deveriam estar no mercado de trabalho. Nesse sentido, declarou que não pretende pagar auxílios governamentais para quem ele denominou como “marmanjões”.
Em sua fala, o mineiro destacou que diversos beneficiários vivem exclusivamente da assistência estatal e não buscam ocupação profissional, utilizando o tempo com redes sociais e plataformas de streaming, realizando apenas serviços informais esporádicos para complementar o orçamento.
Proposta de alteração no benefício
A estratégia de Zema foca em oferecer oportunidades de emprego aos assistidos pelo Bolsa Família. Na diretriz que ele planeja implementar, o cidadão receberá ofertas de postos de trabalho, podendo recusar apenas uma delas sem que o auxílio seja interrompido.
Outro aspecto ressaltado pelo pré-candidato é que muitos indivíduos permanecem na informalidade propositalmente para não perderem o direito ao recurso. Em sua visão, essa prática desestimula a especialização da mão de obra nacional.
Funcionamento do Bolsa Família hoje
Atualmente, o Bolsa Família garante um repasse mínimo de R$ 600 por núcleo familiar. Para ter acesso ao programa, a principal regra é que a renda mensal por pessoa da família seja de, no máximo, R$ 218, além da obrigatoriedade de manter os dados atualizados no Cadastro Único (CadÚnico) e cumprir condicionalidades de saúde e educação, como a vacinação e a frequência escolar das crianças.
Além do valor base, existem benefícios complementares que elevam o montante recebido: o Benefício Primeira Infância concede R$ 150 adicionais por cada criança de até seis anos. Já o Benefício Variável Familiar acrescenta R$ 50 por integrante que seja gestante, nutriz (mãe que amamenta) ou jovem com idade entre sete e dezoito anos incompletos. ]
Existe ainda a “Regra de Proteção”, que permite à família permanecer no programa por até dois anos recebendo metade do auxílio caso consiga um emprego e sua renda per capita suba para até meio salário mínimo.





