Volátil, barata e saborosa. A carne de frango vem se consolidando como a principal fonte de proteína animal no prato do brasileiro. Uma das explicações mais simples para isso é o valor de consumo deste tipo de carne.
Segundo dados do setor, ultrapassa 45 quilos por pessoa ao ano — um aumento expressivo em relação à década passada. O motivo para essa preferência vai muito além do preço: envolve nutrição, praticidade, sustentabilidade e até fatores culturais e religiosos.
Preço, praticidade e menor impacto ambiental
Com custo mais acessível que o da carne bovina e suína, o frango oferece uma alternativa equilibrada em tempos de instabilidade econômica. Além disso, o ciclo produtivo curto e o menor consumo de ração tornam a criação de aves mais eficiente e sustentável, reduzindo o impacto ambiental.
Enquanto um boi pode levar dois anos para atingir o peso de abate, um frango chega ao ponto ideal em cerca de 40 dias, com menor gasto de recursos naturais e menos emissão de resíduos.
O Paraná lidera a produção e exportação nacional, respondendo por mais de um terço do total brasileiro. A proteína também conquista mercados internacionais, principalmente na Ásia e no Oriente Médio, onde restrições religiosas limitam o consumo de carne bovina. Nessas regiões, o frango é amplamente aceito e faz parte de diversas receitas tradicionais.
Do ponto de vista nutricional, o frango é um alimento completo. Rico em proteínas de alta qualidade e aminoácidos essenciais, contribui para o crescimento muscular e a manutenção dos tecidos.
Quando consumido sem pele, possui baixo teor de gordura e é menos calórico do que outras carnes. Também fornece vitaminas do complexo B, fósforo, selênio e zinco — nutrientes importantes para o sistema imunológico e o metabolismo energético.
Combinando sabor, saúde e economia, a carne de frango segue fortalecendo seu espaço na mesa dos brasileiros.





