O café é uma bebida estimulante e reconfortante. Segundo pesquisa do Instituto Axxus a pedido da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic) o Brasil, estima-se que 96% dos brasileiros tome pelo menos uma xícara de café todos os dias.
Contudo, o excesso de cafeína pode trazer efeitos contrários ao de disposição. Muitos desses sintomas são primeiramente associados à saúde mental, mas o café pode estar sendo o grande vilão por trás de tudo e pode ser o primeiro a ser cortado da rotina.
Insônia frequente, palpitações, azia persistente ou aumento da ansiedade são indicativos de que o café precisa ser interrompido. Insistir nesses sintomas e manter o consumo pode trazer complicações sérias.
Quando o café deixa de ser aliado
Entre os efeitos mais comuns estão noites mal dormidas, irritabilidade, episódios de ansiedade intensa e alterações gastrointestinais, como cólicas e refluxo.
Outro ponto de alerta é a dependência: pessoas que sentem dor de cabeça ou fadiga acentuada ao reduzir a ingestão podem estar desenvolvendo tolerância, exigindo doses cada vez maiores para sentir os mesmos efeitos.
A sensibilidade varia de acordo com fatores como idade, uso de medicamentos e até genética. Pesquisas mostram que indivíduos com uma variante no gene CYP1A2 metabolizam a cafeína mais lentamente, ficando mais vulneráveis a insônia e agitação mesmo após pequenas quantidades.
O risco é ainda maior para pacientes com hipertensão não controlada, arritmias, doenças cardíacas, gastrite ou síndrome do intestino irritável. Nesses casos, a recomendação médica é suspender o café imediatamente.
Mas abandonar a bebida não significa perder disposição. Alternativas como chá verde, matcha, infusões naturais sem cafeína, além de hábitos simples — exposição ao sol, exercícios leves e técnicas de respiração — podem ajudar a manter a energia sem sobrecarregar o organismo.





