Apesar de a superfície terrestre parecer contínua e uniforme, ela é composta por diversos blocos rígidos chamados de placas tectônicas, que se deslocam lentamente sobre o manto superior, podendo até mesmo se romper durante essa movimentação.
E vale destacar que, graças a registros coletados durante a expedição CASIE21, que ocorreu em 2021, a humanidade pode acompanhar esse processo pela primeira vez na história, uma vez que foi possível ver imagens da placa Explorer se fragmentando.
O evento se sucedeu na zona de subducção de Cascadia, no Oceano Pacífico, especificamente próximo à costa da Ilha de Vancouver, no Canadá, e foi identificado com a ajuda de técnicas de mapeamento sísmico.
Por meio de ondas sonoras enviadas pelo navio de pesquisa usado na expedição, cientistas conseguiram mapear as fraturas e, com isso, detectar rasgos de cerca de 20 quilômetros na placa Explorer.
De acordo com as informações analisadas pelo estudo do ocorrido, que foi publicado na revista Science Advances em setembro do ano passado, a placa está se dividindo em pedaços menores principalmente por conta do esforço e tensão na região.
Impactos para a Terra: o perigo das rachaduras em placas tectônicas
Por indicarem instabilidade na crosta terrestre, as rachaduras em placas tectônicas acabam sendo consideradas eventos geológicos de grande impacto. Entretanto, isso não significa que elas representam risco iminente para a população humana.
Afinal, vale lembrar que, ainda que este fenômeno possa dar origem a eventos catastróficos, como erupções vulcânicas e abalos sísmicos, ele geralmente ocorre em escalas de tempo geológicas, levando milhões de anos.
Além disso, também é relevante destacar que as rachaduras fazem parte do processo natural de evolução da Terra. Portanto, apesar de assustadoras, elas podem indicar apenas que o planeta pode estar dando os primeiros indícios de que mudanças podem ocorrer em breve, com novos continentes e oceanos surgindo.





