Embora não reflitam, necessariamente, resultados definitivos, as pesquisas eleitorais são importantíssimas pois funcionam como um “termômetro” da opinião pública, ajudando a entender como os cidadãos estão reagindo às campanhas e, principalmente, aos candidatos.
Entretanto, no Peru, este recurso pode já não ter a mesma serventia, já que de acordo com os resultados, uma parcela significativa da população não confia em praticamente nenhum dos 36 candidatos que estão disputando pela presidência do país.
Contando com opções como um humorista de televisão, um ex-jogador da seleção nacional de futebol e até mesmo um foragido da Justiça por alegações de corrupção para ocupar o cargo, os peruanos se veem diante de um cenário que dificulta a escolha.
Conforme divulgado pelo jornal O Globo, um estudo recente, desenvolvido pela consultoria Ipsos, revelou que cerca de 28% dos cidadãos não pretende votar nos concorrentes à vaga, utilizando justamente a falta de confiança como principal justificativa.
E vale destacar que, de acordo com o sociólogo David Sulmont, a motivação é válida tanto para candidatos mais conhecidos quanto para os mais incógnitos, já que a população teme revisitar gestões problemáticas mas também não quer se surpreender com novos desastres.
Os favoritos: candidatos que se destacam na disputa pela presidência
Ainda que o eleitorado peruano demonstre resistência, o levantamento da Ipsos revelou que dois candidatos parecem despontar com maiores chances de conquistar a presidência, mesmo apresentando índices modestos nas intenções de voto.
Um deles é o empresário e ex-prefeito de Lima, Rafael López Aliaga, que já concorreu ao cargo em 2021. Figura conservadora na política peruana, ele integra o partido Renovação Popular, o qual atualmente lidera, e aparece no topo da lista com 10% de aprovação.
Já a segunda opção é a administradora e ex-primeira dama Keiko Fujimori, filha do ex-presidente Alberto Fujimori. Derrotada nas três eleições à presidência que participou (2011, 2016 e 2021), a integrante do Força Popular acumula 9% das intenções de voto.





