Capazes de conectar as pessoas por meio de publicações, mensagens de texto e, atualmente, ligações de voz ou vídeo, as redes sociais têm como objetivo central aproximar indivíduos distantes ao facilitar sua comunicação.
Todavia, para pessoas com baixa autoconfiança, essas plataformas podem servir para incentivar comportamentos negativos, uma vez que elas acabam sendo utilizadas como um mecanismo de regulação emocional que dá origem a um ciclo nocivo.
Consequentemente, a saúde mental acaba sendo gravemente afetada no processo, fazendo com que a autoconfiança continue sendo reduzida. De acordo com especialistas, entre os comportamentos mais comuns de pessoas com essas caracterísitcas, estão:
- Busca constante por validação: curtidas e comentários em publicações passam a ser vistas como uma métrica de valor pessoal;
- Comparação social excessiva: usuários com a autoconfiança abalada se sentem inferiores mesmo vendo apenas recortes da vida de terceiros que parecem ser perfeitos;
- Autoexposição e “oversharing”: para conseguir atenção e suprir suas inseguranças, usuários costumam publicar nas redes com muita frequência e expôr as próprias intimidades sem nenhum pudor;
- Medo de “ficar de fora” (FOMO): a falta de autoconfiança faz com que as pessoas se sintam excluídas de eventos ou experiências sociais coletivas;
- Uso excessivo de edição: fotos e vídeos são editados de forma excessiva para criar uma imagem idealizada nas redes sociais;
- Monitoramento: esses usuários também possuem uma tendência a “stalkear” pessoas consideradas “superiores” ou ex-parceiros;
- Remoção de postagens: quando publicações não atingem a quantidade esperada de “likes”, pessoas com a autoconfiança abalada tendem a deletá-los sem hesitar;
- Postagens focadas no relacionamento: quando conseguem um parceiro, esses usuários costumam utilizar seu relacionamento como forma de validação, falando sobre ele a todo momento.
Como superar a falta de autoconfiança nas redes sociais?
Mesmo sendo um processo complexo, é possível superar a falta de autoconfiança nas redes sociais e, assim, restaurar o entendimento padrão sobre o funcionamento das plataformas. Mas vale lembrar que o método se desenvolve de forma gradual.
O primeiro passo envolve o reconhecimento de que o ambiente digital é frequentemente um “palco” de vidas idealizadas, e não a realidade. Com isso, em mente, basta adotar as seguintes estratégias:
- Reduzir o tempo de tela;
- Evitar comparações, lembrando-se sempre que o que é visto nas redes não corresponde à vida real;
- Deixar de seguir contas que causam insegurança ou outros sentimentos negativos;
- Desativar notificações;
- Acompanhar perfis autênticos, que auxiliem no reforço à aceitação pessoal;
- Fortalecer a autoestima fora das telas, dispensando a validação social e focando no valor pessoal;
- Agir com autenticidade;
- Buscar ajuda profissional, se necessário.





