Autoridades de saúde do mundo todo reforçam uma medida simples, barata e extremamente eficaz para evitar a contaminação e proliferação de doenças, o hábito correto de lavar as mãos.
Um estudo divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) acende o alerta, mais de 95% da população mundial não lavam as mãos da forma adequada e com a frequência necessária.
Um hábito simples que salva milhões de vidas
Segundo a OMS, milhares de mortes ocorrem diariamente por infecções que poderiam ser evitadas apenas com a higienização correta das mãos. A entidade estima que cerca de 25% das mortes por doenças infecciosas poderiam ser reduzidas se esse hábito fosse amplamente adotado.
Doenças como diarreia, intoxicação alimentar e pneumonia, dependendo do caso, podem ser fatais. Todos os anos, aproximadamente 3,5 milhões de crianças menores de cinco anos morrem em decorrência dessas condições evitáveis.
Como os germes se espalham tão facilmente
De acordo com o Centro de Prevenção e Controle de Doenças (CDC), dos Estados Unidos, grande parte das contaminações ocorre por contato com fezes humanas ou de animais. Apenas 1 grama de material fecal pode conter mais de 1 trilhão de germes.
Além disso, vírus e bactérias se espalham com facilidade quando uma pessoa tosse ou espirra, contaminando superfícies ao redor. Como muitas pessoas tocam o rosto, olhos, nariz e boca, sem perceber, os microrganismos encontram uma porta de entrada direta para o organismo.
O risco aumenta ainda mais no preparo de alimentos e bebidas com as mãos sujas, criando um cenário ideal para infecções.
A importância da higiene das mãos na prevenção
Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a pele é uma barreira essencial contra agentes externos, mas está constantemente exposta a microrganismos presentes no ambiente.
Vírus, bactérias e fungos são facilmente transmitidos pelas mãos, o que torna a higienização uma das principais estratégias no controle de surtos infecciosos, especialmente quando combinada com o uso de álcool em gel.
“O cuidado com a higiene das mãos reduz de forma significativa a incidência de diversas doenças infecciosas”, afirma o infectologista Edimilson Migowski, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Segundo ele, enfermidades como gripe, resfriado, conjuntivite e gastroenterite podem ser evitadas com essa prática.
Quando lavar as mãos é indispensável
A OMS recomenda lavar as mãos com água e sabão ou álcool em gel, principalmente nas seguintes situações:
- Antes de preparar ou consumir alimentos
- Ao cuidar de pessoas doentes
- Após usar o banheiro ou trocar fraldas
- Depois de tossir, espirrar ou assoar o nariz
- Após tocar em animais
- Ao manusear lixo
O processo deve ser feito com atenção, esfregando todas as partes das mãos por tempo suficiente.
Um detalhe que muita gente ignora
Estudos mostram que a tela do celular pode ter até 30 vezes mais bactérias do que um banheiro público. Mesmo assim, poucas pessoas higienizam o aparelho regularmente ou lavam as mãos após utilizá-lo.
Durante crises sanitárias, autoridades reforçam esse cuidado. Em pronunciamento, o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta alertou: “É preciso reforçar os hábitos de higiene e lavar as mãos com água e sabão. Em caso de sintomas como febre, tosse ou dificuldade de respirar, procure uma unidade de saúde e informe o histórico de viagem.”





