Apesar das tentativas de frear a recente alta no preço dos combustíveis, impulsionada por fatores como a deflagração de conflitos geopolíticos e aumento nos valores internacionais do petróleo, alguns reajustes foram inevitáveis.
E vale destacar que o setor aéreo acabou sendo um dos mais afetados, já que nesta quarta-feira (1º), a Petrobras confirmou que o preço do querosene de aviação (QAV) sofreria um aumento bastante expressivo.
De acordo com informações divulgadas pelo jornal O Globo, a alta superou os 55% em algumas regiões. Com isso, o valor do litro do combustível acabou passando de R$ 3,46 para mais de R$ 5.
Vale lembrar que o reajuste mais recente já é o terceiro de 2026. Em comunicado, a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) afirmou que a mudança nos valores pode impactar a oferta de serviços pelas companhias aéreas nacionais.
Petrobras permitirá parcelamento de reajuste
Com o intuito de amenizar os efeitos da alta do combustível, autoridades governamentais teriam solicitado à Petrobras que escalonasse o aumento do QAV, diluindo o reajuste dos valores para os meses posteriores.
E por meio do comunicado sobre a situação divulgado em seu site oficial, a estatal confirmou a possibilidade, afirmando que o aumento poderia ser parcelado em até seis vezes. Com isso, o reajuste para abril poderá reduzir significativamente.
Para reduzir ainda mais os impactos, o governo também têm avaliado a adoção de estratégias semelhantes às utilizadas para controlar o preço do diesel, como a redução de alíquotas de PIS e Cofins e anulação do IOF sobre empresas aéreas.
Conforme mencionado anteriormente, o QAV tem seu preço atualizado mensalmente, diferentemente da gasolina e do diesel. O valor do combustível é baseado nas cotações do petróleo e do dólar e, por contrato, a Petrobras repassa as variações e anuncia os novos preços no último dia do mês anterior.





