A centenas de quilômetros da costa do Oregon, nos Estados Unidos, cientistas acompanham com atenção os sinais emitidos por um vulcão submarino que pode estar prestes a despertar. Conhecido como Axial Seamount, ele repousa a quase 1,6 km de profundidade no Oceano Pacífico, mas sua atividade recente indica que uma nova erupção está se aproximando — talvez ainda neste ano.
O vulcão chama a atenção por estar localizado em uma região singular: além de se erguer sobre um ponto quente do planeta, também está situado na Dorsal de Juan de Fuca, onde as placas tectônicas do Pacífico e de Juan de Fuca se afastam continuamente. Esse movimento gera um acúmulo constante de magma e pressão, transformando a área em um verdadeiro caldeirão prestes a transbordar.
Um gigante subaquático que pode acordar a qualquer momento
Nos últimos meses, os sensores registraram uma frequência incomum de terremotos, centenas por dia, sinal claro de que a câmara magmática está inflando. Em 2015, quando o Axial Seamount entrou em erupção pela última vez, foram contabilizados cerca de 10 mil tremores em apenas 24 horas, seguidos por um fluxo de lava que percorreu 40 quilômetros pelo fundo do mar.
Apesar do risco, especialistas ressaltam que a erupção não deverá ser explosiva. Diferente de vulcões continentais, cobertos por magma mais viscoso, o Axial Seamount possui rochas derretidas mais fluidas, o que resulta em eventos menos violentos. Para a vida marinha local, entretanto, o impacto é imediato: ecossistemas hidrotermais são destruídos, mas, surpreendentemente, voltam a florescer em poucos meses.
Cientistas esperam que a próxima erupção possa ser registrada em tempo real, com imagens transmitidas ao vivo. Até lá, a atenção segue voltada para os tremores e para a pressão crescente.





