Thammy Miranda, vereador pelo PSD, adiou a proposta de expandir as votações virtuais na Câmara Municipal de São Paulo. A decisão veio nesta semana após intensas repercussões negativas sobre a reintrodução do sistema, que foi inicialmente adotado durante a pandemia.
As sessões virtuais enfrentam resistência, pois muitos acreditam que a ausência física afeta a transparência e a qualidade dos debates políticos na Casa.
Atualmente, as sessões remotas são limitadas a propostas consideradas menos significativas. Thammy Miranda propôs ampliar esse modelo para incluir projetos de maior relevância, com exceção daqueles que exigem quórum qualificado, como questões tributárias.
No entanto, a proposta recebeu oposição de colegas que condicionaram apoio a outras agendas ao fim das sessões virtuais.
Persistência das votações presenciais
A suspensão mantém, por enquanto, o sistema atual, onde a maioria das votações continua a ser presencial. A restrição das votações remotas a tópicos de menor impacto foi decidida em março de 2025.
Essa decisão foi apontada como uma vitória pela oposição, que via na presença física um método para aumentar seu poder de negociação.
Os críticos ao modelo remoto argumentam que ele compromete a transparência. Já os defensores alegam que o formato poderia modernizar e facilitar a participação dos parlamentares.
Debate
A proposta de Thammy Miranda ainda tem uma base de apoio considerável e poderá ser reintroduzida. No entanto, qualquer avanço dependerá de negociações cuidadosas e de mudanças no regimento interno da Câmara.
Sem um consenso imediato, permanece a dúvida sobre o futuro das deliberações virtuais, e as discussões devem continuar.
Não há datas confirmadas para a retomada das discussões sobre votações virtuais.





