A recente reformulação da Lei da Nacionalidade em Portugal trouxe mudanças significativas que impactam diretamente a vida de imigrantes, especialmente brasileiros, que formam uma das maiores comunidades estrangeiras no país europeu. As novas regras tornam mais rígido o acesso à cidadania.
Uma das principais alterações aprovadas pelo Parlamento português é o aumento do tempo mínimo de residência para solicitar a nacionalidade. Antes, o prazo era de cinco anos. Com a nova legislação, brasileiros, por fazerem parte da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), passam a precisar de, no mínimo, sete anos de residência legal.
O mesmo vale para cidadãos da União Europeia. Já para estrangeiros de outros países, a exigência sobe ainda mais, podendo chegar a dez anos.
Impacto direto nos brasileiros
As mudanças atingem diretamente milhares de brasileiros que vivem ou pretendem viver em Portugal. O aumento do prazo de residência e o endurecimento das regras tornam o processo mais longo e burocrático, reduzindo a atratividade do país para novos imigrantes.
Além disso, alterações na legislação de imigração também dificultam a entrada de estrangeiros em busca de trabalho ou estudo, ao restringir mecanismos que antes facilitavam a permanência no país.
Nova regra prevê perda de nacionalidade e impõe restrições a condenados
O texto também estabelece a possibilidade de perda da cidadania para pessoas com dupla nacionalidade que forem condenadas a penas superiores a seis anos de prisão. A medida se aplica a crimes realizados dentro de um período de até dez anos após a obtenção da nacionalidade portuguesa.
Além disso, estrangeiros que receberem condenações iguais ou superiores a cinco anos não podem pedir a cidadania portuguesa futuramente, reforçando o endurecimento das regras previstas na legislação.
Proposta segue para sanção
O texto segue agora para análise no gabinete do presidente português António José Seguro, que poderá tomar diferentes decisões: aprovar a proposta, rejeitá-la ou encaminhá-la ao Tribunal Constitucional, instância responsável por assegurar que normas e atos do poder público estejam em conformidade com a Constituição do país.





