Se você é de Belo Horizonte, em Minas Gerais, e abasteceu o seu carro nos últimos dias, provavelmente percebeu que o valor da gasolina voltou a subir. Na região, o preço do combustível já ultrapassa os R$ 7, acendendo um alerta para o impacto direto para o bolso dos proprietários de veículos no Brasil.
Segundo o levantamento do site MercadoMineiro, o litro da gasolina chegou a R$ 7,06 em determinados postos da capital mineira e também da região metropolitana. Outro ponto de destaque é que foi notada uma variação de até 19% dos valores nos estabelecimentos. O preço mais baixo encontrado foi de R$ 5,93.
A pesquisa recente mostra que de março a abril deste ano, a região mineira sofreu com uma alta de 6,44%, o equivalente a R$ 0,39 por litro. Isso porque no mês passado os valores variavam entre R$ 5,99 e R$ 6,38. No entanto, é importante destacar que o valor médio da gasolina passou por uma queda de 0,53%, pois saiu de R$ 6,41 para R$ 6,38.
Etanol oscila, mas registra leve alta no mês
O etanol também apresentou variações expressivas nos postos de Belo Horizonte, com valores indo de R$ 4,29 a R$ 5,39, o que representa uma diferença superior a 25% entre os estabelecimentos. Além disso, o preço médio passou de R$ 4,61 no início de março para R$ 4,70, indicando avanço moderado.
Diesel S10 dispara e intensifica pressão no custo de vida
O diesel S10 foi um dos combustíveis que mais subiram no período analisado, com preços variando entre R$ 6,59 e R$ 7,59 nos postos. Essa amplitude evidencia uma diferença relevante entre os valores praticados, mas o principal destaque está na alta acumulada. Desde o início de março, o preço médio avançou de R$ 6,04 para R$ 7,09, um aumento significativo que supera R$ 1 por litro.
Por que os preços estão subindo
A alta não está ligada a um único fator, mas a um conjunto de variáveis que atuam em cadeia. Mesmo sem reajuste direto da Petrobras nas refinarias em alguns períodos recentes, os valores nos postos continuam subindo devido a custos logísticos, margens de distribuição e oscilações do mercado internacional.
Além disso, fatores externos, como tensões geopolíticas e variações no preço do petróleo, também influenciam diretamente a cadeia de abastecimento, pressionando os valores finais ao consumidor.





