O fenômeno climático La Niña já começa a mostrar seus impactos no Brasil e promete trazer mudanças importantes no padrão de chuvas e tempestades. De forma geral, o fenômeno reduz as precipitações no Centro-Sul, mas aumenta a chance de granizo — algo já percebido neste início de estação, especialmente em São Paulo.
Isso acontece porque a atmosfera está mais fria, favorecendo a formação das pedras de gelo. Além disso, a La Niña desloca o jato subtropical para mais ao norte, aproximando-o do Centro-Oeste e Sudeste. Esse movimento amplia as áreas de instabilidade e gera tempestades mais intensas.
Diferenças do El Niño e La Niña e regiões afetadas
Outro fator observado é a mudança na Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), responsável por levar chuva ao Norte do país. Ela já começou a descer, aumentando as precipitações no Amapá e no norte do Pará.
A expectativa é que, nas próximas semanas, as chuvas se intensifiquem também no Maranhão, Piauí e Ceará. A atuação mais persistente das ACAs (Alta da Cordilheira dos Andes) reforça esse cenário: menos chuva no Centro-Sul, mas maior umidade nas regiões Norte e Nordeste.
O La Niña é um fenômeno natural que, oposto ao El Niño, consiste na diminuição da temperatura da superfície das águas do Oceano Pacífico Tropical Central e Oriental. Assim como o El Niño, sua ocorrência provoca mudanças significativas nos padrões de precipitação e temperatura em várias partes do planeta.
Enquanto o El Niño eleva as temperaturas, reduzindo a intensidade das frentes frias e trazendo chuvas intensas ao Sul e Sudeste, a La Niña favorece o resfriamento, intensifica chuvas no Norte e Nordeste e aumenta a instabilidade atmosférica.
Com o fenômeno já confirmado, o Brasil deve se preparar para um período de contrastes climáticos marcantes.





