Após o acidente aéreo envolvendo um voo da companhia no aeroporto de LaGuardia, em Nova York, e que mantou dois pilotos, o CEO da companhia aérea Air Canada, o Michael Rousseau, apareceu em um vídeo de pronunciamento decondolências falando em inglês, utilizando apenas poucas palavras em francês.
Diante isso, houve uma grande repercução, especialmente na província de Quebec, onde a maioria da população é francófona (cuja a lingua falada é a francesa). Então, a empresa anunciou recentemente que ele irá se aposentar ainda este ano.
Autoridades locais e federais criticaram duramente a postura do executivo, classificando a comunicação como inadequada diante do contexto e da sensibilidade cultural da região. Além disso, o fato de uma das vítimas ser um piloto francófono ampliou a indignação pública. O episódio levou a milhares de reclamações formais e até a uma moção política pedindo sua saída.

Falta de fluência já era alvo de críticas
A incapacidade de Rousseau de falar francês não era um problema novo. Desde que assumiu o cargo em 2021, ele vinha sendo cobrado por não dominar o idioma, mesmo vivendo há anos em Montreal, sede da empresa.
Diante da pressão crescente, incluindo críticas do primeiro-ministro canadense e de líderes de Quebec, a empresa disse que o executivo anunciou que deixará o cargo até o fim do terceiro trimestre de 2026.
Embora a empresa tenha apresentado a saída como parte de um planejamento de sucessão, analistas apontam que o desgaste público foi determinante para a decisão. A própria companhia já indicou que buscará um sucessor com fluência em ambos os idiomas oficiais do país.
Debate sobre liderança e comunicação
O caso evidencia como competências linguísticas podem ser decisivas em cargos de liderança global, especialmente em países com forte diversidade cultural. Mais do que uma habilidade técnica, a comunicação adequada passou a ser vista como um elemento essencial de gestão de crises e relacionamento institucional.





