Encontrar a posição ideal para dormir parece simples, mas especialistas garantem que essa escolha tem impacto direto na saúde — e, segundo um professor de Harvard, muita gente nem dorme da forma que imagina.
A discussão costuma render opiniões quase apaixonadas por uma ou outra posição preferida para dormir, mas a ciência mostra que o corpo envia sinais claros sobre o que funciona melhor.
O que diz a ciência do sono
John Winkelman, professor de psiquiatria da Faculdade de Medicina de Harvard e especialista em sono, explica que a posição adotada à noite pode influenciar da articulação a respiração.
E um detalhe chama a atenção: mesmo quem jura dormir de lado ou de costas provavelmente alterna a postura diversas vezes durante a madrugada. Isso ocorre porque cada ciclo de sono — de aproximadamente 90 minutos — costuma vir acompanhado de pequenos ajustes corporais.
Dormir de lado é a preferida da maioria dos adultos. Essa postura ajuda a manter as vias aéreas mais abertas, reduzindo ronco e sintomas de apneia. O lado esquerdo também é o mais indicado para quem sofre de refluxo ou está grávida, já que favorece a circulação e diminui o desconforto gástrico.
Mas há desvantagens: a pressão contínua sobre ombros e quadris pode agravar dores na coluna ou causar dormência, especialmente em pessoas com problemas ortopédicos.
Dormir de costas, por outro lado, costuma alinhar melhor a coluna, aliviando dores no pescoço e no quadril. Porém, é a pior posição para quem sofre de apneia, insuficiência cardíaca, problemas pulmonares ou azia, já que facilita a queda dos tecidos moles para a parte posterior da garganta, prejudicando a respiração.
Para Winkelman, não existe uma fórmula universal. A melhor posição depende do histórico de saúde de cada pessoa. E, se surgirem sintomas como ronco intenso, sonolência excessiva ou refluxo persistente, a orientação é clara: buscar avaliação médica e considerar um exame de sono.
Informações: Estadão





