Com a reforma da Previdência, o tema aposentadoria voltou ao centro das discussões. Afinal, ainda compensa confiar no INSS para se aposentar? Especialistas recomendam que juntar dinheiro “por fora” para a aposentadoria é essencial e nessa corrida cada idade conta.
Contudo, pesquisas da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) 56% dos brasileiros não possuem reservas financeiras, o que torna o planejamento indispensável para garantir segurança no futuro.
Métodos para juntar dinheiro e garantir sua aposentadoria
Um método prático é a regra do 1,3,6,9. Segundo essa lógica, quem tem 35 anos deve ter guardado o equivalente a um salário anual.
Aos 45, a meta sobe para três salários anuais; aos 55, seis; e aos 65 anos, nove salários anuais. Para quem ganha R$ 10 mil mensais, isso significa acumular R$ 360 mil aos 45 anos e R$ 1,08 milhão aos 65, considerando o INSS e manutenção do padrão de vida.
A segunda etapa do método indica quanto poupar mensalmente: dos 25 aos 40 anos, recomenda-se guardar um percentual equivalente à idade menos 15; entre 40 e 50, a idade menos 10; e acima de 50, a própria idade. Assim, uma pessoa de 50 anos deveria destinar 50% da renda mensal à aposentadoria.
Outra abordagem considera a renda líquida e o crescimento salarial ao longo da vida. Para um jovem universitário de 20 anos ganhando R$ 1.800 por mês, com aumento anual de 3,5%, a estratégia indica poupar 15% da renda constantemente.
Aos 65 anos, o saldo acumulado chegaria a cerca de R$ 795 mil, garantindo uma renda mensal complementar de R$ 4.500 além do INSS.
Planejar a aposentadoria é mais do que uma recomendação: é uma necessidade diante das incertezas do sistema previdenciário. Poupar, investir e acompanhar o crescimento do patrimônio são passos fundamentais para manter a estabilidade e a qualidade de vida na terceira idade.





