Na última segunda-feira (8), o Ministério da Saúde decidiu suspender, de forma temporária, a vacinação contra a dengue com o imunizante do Instituto Butantan, que já foi aplicado em mais de 500 mil pessoas.
A decisão foi motivada pelo registro de 42 eventos adversos pós-vacinação, dentre os quais constam duas mortes suspeitas. Os casos foram submetidos a uma análise rigorosa para determinar se os episódios possuem relação direta com a aplicação do imunizante.
Vale destacar, no entanto, que a eficácia da vacina não foi comprometida, conforme assegurado pela vice-coordenadora do Departamento Científico de Imunizações da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI), Ana Karolina Barreto Berselli.
Em entrevista ao portal Jornal da CBN, a especialista destacou que pessoas que receberam o imunizante do Butantan e não sofreram nenhum efeito colateral grave estão totalmente protegidas e, por conta disso, não precisarão tomar doses adicionais.
Já indivíduos que fizeram uso recente da vacina e apresentarem sintomas como febre persistente, dor abdominal intensa ou contínua, queda de pressão ou sangramento devem procurar a unidade de saúde mais próxima para que a situação seja avaliada.
Suspensão vale apenas para vacina do Butantan
O Ministério da Saúde esclareceu que a suspensão preventiva atinge exclusivamente o imunizante desenvolvido pelo Instituto Butantan, uma vez que este foi o único a registrar os eventos adversos sob análise.
Dessa forma, a Qdenga, que é a vacina contra a dengue produzida pela farmacêutica japonesa Takeda e destinada a adolescentes de 10 a 14 anos, segue com as recomendações habituais, pois já demonstrou segurança e eficácia tanto no Brasil quanto em diversos outros países.
Em nota oficial, o Instituto Butantan reforçou que ainda não há nenhuma comprovação que vincule seu imunizante aos problemas sob investigação. Apesar disso, o centro de pesquisa reiterou o compromisso de colaborar com os órgãos sanitários, fornecendo dados técnicos, realizando novos estudos e monitorando os pacientes vacinados.





