Na última segunda-feira, 8 de junho, durante uma sessão ordinária, a Câmara Municipal de Cáceres, Mato Grosso, revogou o auxílio-alimentação de R$ 1,7 mil concedido aos vereadores. A revogação ocorreu após votação unânime do Projeto de Lei nº 22/2026.
Inicialmente aprovado em 25 de maio e sancionado pela prefeita Antônia Eliene Liberato Dias em 2 de junho, o benefício gerou intenso descontentamento popular, levando à sua rápida revogação.
O impacto anual do auxílio nas finanças públicas era estimado em R$ 306 mil. Tal despesa, considerada alta pela população, suscitou amplas críticas nas redes sociais e em diversos meios de comunicação.
Ser vereador é considerado trabalho na prática porque exige dedicação diária, fiscalização do município e criação de leis. Embora não seja um emprego formal, a atividade configura um trabalho de mandato.
Vereadores, por exercerem um trabalho de mandato, não têm o benefício de auxílio-alimentação de maneira automática. Já os trabalhadores CLT recebem como direito trabalhista formal.
Pressão popular
A reação dos moradores de Cáceres ilustra o poder da mobilização popular. Usando as redes sociais, a comunidade manifestou insatisfação com a medida, pressionando os vereadores a reconsiderar o auxílio.
Com a revogação, os recursos inicialmente destinados ao auxílio-alimentação poderão ser redirecionados para áreas prioritárias e urgentes na cidade. Durante a sessão que decidiu pela revogação, vereadores destacaram a importância de se concentrar em outras políticas que beneficiem diretamente a população.
A rápida resposta da Câmara às demandas populares ressalta o papel dos cidadãos na configuração das políticas locais. A expectativa é que a administração continue sensível às necessidades coletivas.





