O Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) aprovou uma nova regra que muda — e muito — o saque-aniversário. A decisão, que deve começar a valer até 1º de novembro, limita a antecipação dos valores que os trabalhadores podem receber.
E o novo teto não agradou: no primeiro ano, será possível sacar no máximo R$ 2.500. Depois, o limite cairá para R$ 1.500.
Menos dinheiro para o bolso, mais lucro para os bancos
Na prática, o trabalhador poderá antecipar até cinco parcelas anuais de R$ 500 cada, e, após os primeiros 12 meses, o máximo permitido será de apenas três saques. Atualmente, a média é de oito antecipações, o que amplia bastante o acesso ao dinheiro.
Com a mudança, quem dependia da modalidade para aliviar dívidas ou complementar a renda terá menos fôlego financeiro.
Segundo o Ministério do Trabalho, a decisão busca conter o uso excessivo da antecipação, que, desde 2020, tem beneficiado mais as instituições financeiras do que o próprio trabalhador. Estima-se que cerca de 70% dos valores movimentados fiquem com os bancos em forma de juros e encargos.
A resolução ainda não foi publicada oficialmente, mas a medida já causa indignação nas redes sociais. Trabalhadores afirmam que o novo limite “engessa” o acesso ao FGTS e reduz a autonomia sobre o próprio dinheiro.
O governo argumenta que a mudança é necessária para preservar os recursos do fundo, usados para financiar habitação e obras públicas. A previsão é que R$ 84 bilhões deixem de ser sacados até 2030. Mesmo assim, para muitos brasileiros, o sentimento é de frustração: o que era uma alternativa para emergências agora virou mais uma limitação no bolso do trabalhador.





