Adultos que nasceram nos anos 90 vão saber! o Biotônico Fontoura, sucesso na infância de gerações de brasileiros, era um remédio usado para aumentar o apetite das crianças com dificuldades de alimentação.
Criado em 1910 pelo farmacêutico Cândido Fontoura e batizado pelo escritor Monteiro Lobato, o suplemento era um fortificante à base de ferro e chegou a ser vendido até nos Estados Unidos. No entanto, o que muitos não sabem é que sua fórmula original continha 9,5% de álcool — mais que a cerveja e o vinho —, o que representava riscos de embriaguez para crianças dependendo da dosagem.
Biotônico Fontoura: Ainda é vendido? Por que ele foi proibido? Entenda!
Nos primeiros anos de comercialização, o Biotônico era amplamente divulgado como benéfico para adultos e crianças: para mulheres, prometia beleza; para homens, vigor; e para os pequenos, aumento do apetite.
Monteiro Lobato chegou a criar personagens infantis, como o “Jeca Tatuzinho”, para ilustrar os efeitos do remédio: uma criança fraca e desanimada que se transformava após tomar o suplemento.
O teor alcoólico do Biotônico se tornou alvo de críticas e, em 2001, a Anvisa exigiu reformulação da fórmula, retirando o álcool para proteger as crianças dos efeitos adversos, como dores de cabeça, náuseas e aceleração dos batimentos cardíacos, além da preocupação com o risco de alcoolismo na vida adulta.
Hoje, o Biotônico Fontoura ainda é comercializado, mas com fórmulas modernas, zero açúcar e sabores variados como morango, uva, chocolate e baunilha. O uso indiscriminado diminuiu, e especialistas reforçam que a nutrição infantil deve priorizar uma alimentação saudável e equilibrada, reservando suplementos apenas quando indicados por pediatras ou nutricionistas.
Embora tenha marcado a infância de muitos, o Biotônico Fontoura passou de um produto popular com alto teor alcoólico para um suplemento seguro e moderno, refletindo mudanças nos hábitos de cuidado infantil e na legislação.





