A vitória do filme “O Agente Secreto” no Globo de Ouro 2026 reacendeu o debate sobre o financiamento de produções cinematográficas no Brasil. O longa, dirigido por Kleber Mendonça Filho e estrelado por Wagner Moura, não utilizou a Lei Rouanet. A produção foi financiada principalmente pelo Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) e investimentos estrangeiros.
“O Agente Secreto” teve um orçamento de R$ 27 milhões. O filme não podia acessar a Lei Rouanet devido às restrições para longas-metragens de ficção. Cerca de R$ 7,5 milhões vieram do FSA.
Lei Rouanet
Criada em 1991, a Lei Rouanet incentiva a cultura através de renúncia fiscal. O Estado permite que empresas e pessoas direcionem parte do Imposto de Renda para projetos culturais.
No entanto, ela não contempla longas-metragens de ficção, como “O Agente Secreto”, cobrindo apenas curtas, médias-metragens e documentários.
Importância do Fundo Setorial do Audiovisual
O FSA, diferente da Lei Rouanet, existe para fortalecer a indústria audiovisual. Ele utiliza recursos do próprio mercado, como a Condecine, e busca retorno financeiro nos projetos que apoia.
Isso é crucial para a expansão do cinema brasileiro, além de fornecer um suporte econômico vital para as produções.
“O Agente Secreto” obteve financiamento através do Fundo Setorial do Audiovisual e de investimentos internacionais. O filme ilustra como diferentes fontes de financiamento são essenciais para o sucesso global do cinema nacional.





