O Governo de São Paulo emitiu um alerta à população sobre os riscos da ingestão de bebidas alcoólicas adulteradas com metanol, substância altamente tóxica que pode provocar desde sintomas leves até complicações fatais.
A orientação é clara: diante de qualquer suspeita, o atendimento médico deve ser procurado imediatamente — especialmente nas primeiras seis horas após o surgimento dos sinais. Esse intervalo é decisivo para evitar o agravamento do quadro clínico.
Todo cuidado é pouco: Bebidas adulteradas podem levar até à morte
A intoxicação por metanol pode causar cegueira irreversível e até levar à morte. A substância, além de estar presente em bebidas clandestinas, também é utilizada em combustíveis, solventes e produtos de limpeza.
Entre os sintomas iniciais, observados até seis horas após o consumo, estão dores abdominais intensas, tontura, sonolência, náuseas, vômitos, dor de cabeça, confusão mental, taquicardia e queda de pressão arterial.
Já entre seis e 24 horas, podem surgir alterações visuais como visão turva, fotofobia, pupilas dilatadas e perda da percepção de cores. Nos casos mais graves, há risco de convulsões, coma, insuficiência renal, pancreatite e sequelas neurológicas permanentes.
Para identificar casos suspeitos, o Estado conta com três laboratórios — em Campinas, Botucatu e Ribeirão Preto — que analisam amostras de sangue, urina e bebidas em até uma hora. Além disso, os Centros de Assistência Toxicológica (CiaTox) oferecem suporte técnico a profissionais de saúde, com orientações disponíveis no portal da Secretaria Estadual da Saúde.
De acordo com o Centro de Vigilância Sanitária, sete casos de intoxicação por metanol já foram confirmados em São Paulo, com cinco mortes em investigação. Outros 15 casos seguem sob análise. A recomendação das autoridades é que a população desconfie de bebidas de procedência duvidosa e fique atenta aos sinais de alerta.





