O bolso de milhares de trabalhadores deve sentir um pequeno alívio nas próximas semanas. A Assembleia Legislativa de São Paulo aprovou um reajuste que eleva o salário mínimo estadual para R$ 1.874,36, valor acima do piso nacional e que beneficiará profissionais da iniciativa privada e servidores públicos.
A medida ainda depende da sanção do governador Tarcísio de Freitas, mas a previsão é que os novos valores já comecem a valer no próximo mês para os paulistas.
Reajuste também atinge servidores estaduais
O aumento aprovado representa acréscimo de R$ 70,36 em relação ao piso atual. O novo salário mínimo paulista será aplicado a aproximadamente 70 categorias profissionais que não possuem piso definido por convenção coletiva ou legislação federal. Entre elas estão trabalhadores domésticos, cuidadores de idosos, motoboys, serventes, pescadores e auxiliares de serviços gerais.
Segundo o governo estadual, o reajuste acompanha a inflação acumulada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) em 2025, estimada em 3,9%. A proposta foi apresentada como parte de uma política de valorização do trabalho e preservação do poder de compra das famílias de menor renda.
Além do piso estadual, os parlamentares também aprovaram um projeto voltado aos servidores públicos. A medida cria um abono complementar para garantir que nenhum funcionário estadual receba abaixo do novo salário mínimo paulista.
Os valores variam conforme a jornada de trabalho. Para carga horária integral, o piso será de R$ 1.874,36. Já servidores com jornada comum terão remuneração mínima de R$ 1.405,77, enquanto jornadas parciais passarão a contar com piso de R$ 937,18.
A estimativa do governo é de que mais de 89 mil servidores ativos, aposentados e pensionistas sejam beneficiados pelas mudanças, incluindo profissionais ligados às secretarias estaduais, autarquias e órgãos da administração pública.





