Em um movimento impulsionado pelo vereador Ricardo Azevedo (PSOL), no Rio de Janeiro, em 2023, foi dado início às ações em busca do fim da escala 6×1, que tem como objetivo acabar com o modelo de trabalho no qual se atua seis dias e descansa apenas um em empresas no Brasil. Desde então, diversos debates e dúvidas estão presentes na sociedade brasileira. Uma delas é em relação a uma possível redução no salário dos profissionais no país.
Na quarta-feira, 6, em uma participação no programa Bom Dia, Ministro, do Canal Gov, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, fez questão de esclarecer essa dúvida. Segundo ele, o fim da escala 6×1 deve acontecer visando à garantia de manutenção dos salários. Conforme dito pelo ministro, a proposta tem o viés de aumentar o descanso semanal dos trabalhadores, proporcionando melhor qualidade de vida a todos, sem afetar a parte financeira.
Segundo ele, o governo federal está atento e irá incluir, em qualquer projeto que for aprovado, uma proteção para que não ocorra a redução de salário do trabalhador com o fim da escala 6×1.
Reconhecimento de avanços no mundo impulsionam o fim da escala 6×1
Em sua fala, Durigan afirmou que o fim da escala 6×1 é algo que acompanha os avanços no planeta, pois, com novas tecnologias e ganhos em comunicação e áreas digitais, houve um aumento também na produtividade dos trabalhadores, algo que pode ser benéfico para a redução da jornada de trabalho.
Brasileiros de baixa renda são os mais afetados com a escala de trabalho atual
O membro do governo também destacou que atualmente as pessoas de baixa renda são as mais submetidas ao trabalho na escala 6×1. Segundo suas informações, três em cada dez profissionais trabalham seis dias e folgam apenas um.
Em sua participação no programa, ele ainda destacou que a função do governo é ouvir todos os setores e tentar aprovar um projeto que tenha equilíbrio de interesses, trazendo benefícios para os profissionais, empresas e setores produtivos.





