A Espanha pode abrir mão de disputar a Copa do Mundo de 2026, e caso isso aconteça, a vaga seria herdada pela Geórgia, que faria sua estreia histórica no torneio.
A possibilidade foi levantada após declarações do porta-voz do Congresso espanhol, Patxi López, que defendeu a exclusão de Israel de competições esportivas internacionais e admitiu que a seleção espanhola poderia não participar do Mundial caso o país do Oriente Médio se classifique.
Caminho aberto para a Geórgia
Segundo López, não há coerência em permitir a presença de Israel em torneios enquanto a Rússia segue banida após a guerra na Ucrânia. Para ele, trata-se de uma questão de justiça esportiva e também de resposta política ao que classificou como “invasão e violência” em Gaza. “Não podemos ficar em silêncio diante do que está acontecendo”, afirmou o parlamentar.
A fala ainda destacou a morte de dezenas de atletas palestinos no conflito, criticando o que considera o silêncio de entidades esportivas. “Quando se trata de dinheiro, todos se revoltam contra boicotes. Mas ninguém se revolta pelas vidas que já se perderam”, questionou López.
No aspecto esportivo, a Espanha atravessa boa fase e já está praticamente classificada para o Mundial, que será realizado nos Estados Unidos, México e Canadá. Caso realmente desista, a vaga ficaria com a Geórgia, que ocupa a posição direta abaixo da Espanha no Grupo E das Eliminatórias.
Se confirmada, essa substituição marcaria a primeira participação da Geórgia em uma Copa do Mundo, um feito inédito para o futebol do país. Assim, uma decisão política de peso poderia abrir espaço para uma seleção estreante, mudando não apenas o cenário esportivo, mas também o debate sobre a intersecção entre geopolítica e futebol.





