A Nasa deu um passo significativo para a defesa planetária em 26 de setembro de 2022, ao testar a nave Dart em uma missão destinada a desviar asteroides. A nave colidiu com o asteroide Dimorphos, marcando um avanço na tentativa de proteger a Terra de possíveis impactos catastróficos.
Essa missão foi resultado do trabalho conjunto de cientistas da Nasa, do Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins e da Agência Espacial Italiana.
O teste foi realizado no espaço, orbitando ao redor do Sol. O impacto resultou em uma redução de 32 minutos na órbita de Dimorphos ao redor de Didymos. Esta mudança aparente, de apenas 0,15 segundos na órbita solar, demonstra a eficácia do impacto cinético na alteração de trajetórias de asteroides. Este tipo de intervenção pode ser essencial para evitar futuros desastres de colisão.
Pequenos impactos, grandes mudanças
A missão Dart da Nasa foi um marco na pesquisa espacial. A técnica de impacto cinético foi comprovada quando a nave Dart colidiu com Dimorphos.
A minúscula alteração na trajetória forneceu dados vitais. Astrônomos em todo o mundo participaram, medindo com precisão a posição dos asteroides comparando com estrelas distantes.
O observatório Goldstone na Califórnia foi crucial. Ele ajudou no monitoramento da nave durante o experimento e na análise pós-impacto. A nuvem de detritos ejetada impulsionou ainda mais a mudança na trajetória do asteroide, um resultado que superou as expectativas iniciais.
Avanços tecnológicos espaciais
Tecnologias espaciais avançadas são essenciais para a defesa planetária. Nas observações pós-impacto, as medições precisas dos observatórios mostraram a alteração na órbita.
Esses dados são fundamentais para a Nasa desenvolver estratégias de desvio de asteroides.
A Agência Espacial Europeia (ESA) planeja a missão Hera em 2026 para estudar efeitos de impactos em detalhes. A missão buscará analisar, entre outros aspectos, a cratera formada pelo impacto da Dart.





