A airfryer virou item essencial em muitas cozinhas brasileiras, mas o que poucos sabem é que o aparelho pode representar um risco real de incêndio quando usado de forma inadequada. Especialistas em segurança elétrica alertam que hábitos comuns — e aparentemente inofensivos — aumentam as chances de superaquecimento e curtos-circuitos, colocando em perigo quem está dentro de casa.
Problemas como instalação errada, falta de ventilação e acúmulo de gordura estão entre os principais fatores que transformam o eletrodoméstico em uma ameaça silenciosa.
Erros comuns que aumentam o risco de incêndio
Um dos principais vilões é o uso de extensões, adaptadores e benjamins. Esses acessórios nem sempre são projetados para suportar a potência da airfryer, que consome bastante energia. Quando a capacidade elétrica não é suficiente, a fiação pode aquecer, derreter e provocar faíscas — o cenário ideal para o início de um incêndio.
Outro erro frequente é posicionar o aparelho em locais apertados, colado à parede ou cercado por outros objetos. A airfryer precisa de espaço para dissipar calor. Sem ventilação adequada, a temperatura interna sobe rapidamente, comprometendo os componentes e elevando o risco de falhas.
A limpeza também entra na lista de cuidados essenciais. O acúmulo de gordura e resíduos de alimentos pode se tornar inflamável com o tempo. Além de prejudicar o desempenho do equipamento, essa sujeira funciona como combustível em caso de superaquecimento.
Alguns sinais não devem ser ignorados: tomada quente, cheiro de plástico queimado, estalos, desligamentos inesperados e variações no funcionamento. Ao perceber qualquer um deles, a recomendação é simples: desligue o aparelho da tomada imediatamente.
Para reduzir os riscos, especialistas orientam ligar a airfryer diretamente em uma tomada adequada, manter espaço livre ao redor, fazer limpezas regulares e nunca insistir no uso quando algo parece fora do normal.





