Um dos meios de transporte mais antigos da história, o trem vive hoje uma nova era marcada por velocidades que rivalizam com as da aviação. No topo dessa revolução está o Shanghai Maglev, da China, que já atingiu 501 km/h em testes e é considerado o trem mais rápido do mundo, superando até o famoso Shinkansen japonês e outros modelos de alta performance da Europa.
Em operação comercial, o Shanghai Maglev conecta o Aeroporto Internacional de Pudong à estação Longyang Road, em Xangai. São cerca de 30 quilômetros percorridos em apenas oito minutos, com velocidade máxima regular de 431 km/h. Em testes controlados, porém, o modelo já ultrapassou a marca simbólica dos 500 km/h, chegando a 501 km/h, um patamar inédito no transporte ferroviário.
O trem que ultrapassa 500 km/h e redefine o transporte
O segredo está na tecnologia de levitação magnética, conhecida como maglev. Diferente dos trens convencionais, ele não toca os trilhos. Ímãs potentes suspendem e impulsionam o veículo, eliminando o atrito e permitindo acelerações extremas, além de uma viagem mais silenciosa e estável.
Embora o Maglev seja o mais veloz, outros países também disputam espaço no ranking. A China aparece novamente com os modelos CR Harmony e CR Fuxing, que operam a 350 km/h e já passaram dos 400 km/h em testes.
A Alemanha marca presença com o DB ICE, usado em rotas internacionais, enquanto a França mantém seu icônico TGV, que atinge 320 km/h. O Japão, por sua vez, segue como referência em segurança e pontualidade com o Shinkansen, que alcança 320 km/h nas versões mais modernas.
Mesmo assim, nenhum deles supera o feito do Maglev chinês, que simboliza uma nova fronteira para o transporte terrestre e aponta para um futuro em que viagens interurbanas podem durar poucos minutos, com impacto direto na mobilidade global.





