O alerta veio de quem entende — e ajudou a criar o que hoje ameaça escapar do controle. Geoffrey Hinton, de 75 anos, conhecido como o “poderoso chefão da IA” no Google, declarou que o avanço da inteligência artificial representa um perigo real para a sobrevivência da humanidade.
Em tom quase apocalíptico, o cientista afirmou que as máquinas estão “muito próximas” de se tornarem mais inteligentes que os humanos — e que, em breve, talvez não haja como detê-las.
“Padrinho da inteligência artificial” teme que as máquinas superem o controle humano
Durante uma conferência no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos, Hinton disse acreditar que os sistemas de IA estão aprendendo não apenas a pensar, mas também a manipular. “Essas tecnologias já leram tudo que Maquiavel escreveu sobre poder e dominação. Elas saberão como nos controlar — mesmo sem precisar puxar as alavancas diretamente”, afirmou.
Hinton, que recentemente deixou o Google, confessou arrependimento por ter ajudado a desenvolver ferramentas que agora considera potencialmente destrutivas. “Como sobrevivemos a isso?”, questionou o cientista, visivelmente preocupado com o rumo da criação que ele próprio ajudou a impulsionar.
Outros especialistas compartilham da mesma inquietação. Yoshua Bengio, também pioneiro da IA, alertou que os riscos — tanto imediatos quanto futuros — são sérios e exigem atenção global. Segundo ele, o uso indevido dessa tecnologia pode gerar desde armas autônomas até manipulação política em massa.
Diante da crescente apreensão, o governo dos Estados Unidos convocou uma reunião emergencial com representantes da Google, Microsoft e OpenAI para discutir medidas de contenção. A sensação, no entanto, é que o monstro já foi solto — e agora, talvez, esteja aprendendo rápido demais.





