Cuidar de pais idosos em casa pode ser um desafio diário, que envolve tempo, dedicação e, muitas vezes, a renúncia ao trabalho formal. No Paraná, uma política pública recente busca aliviar esse peso financeiro ao permitir que familiares recebam meio salário mínimo mensal para exercer essa função.
Criado pelo governo estadual, o Bolsa Cuidador Familiar é um benefício que paga R$ 810,50 por mês, valor equivalente a metade do salário mínimo previsto para 2026. O objetivo é reconhecer o cuidado prestado dentro da família e evitar a institucionalização precoce de idosos em situação de dependência.
Bolsa Cuidador Familiar: Como funciona e como garantir
O auxílio é destinado a cuidadores familiares de pessoas com 60 anos ou mais que apresentem alto grau de fragilidade. A dependência é comprovada por meio do IVCF-20, um índice aplicado por profissionais de saúde que avalia limitações físicas, cognitivas e sociais do idoso. Apenas casos classificados como Grau II ou III podem ser incluídos.
Para receber o benefício, o cuidador precisa ter mais de 18 anos, morar na mesma casa do idoso, possuir condições físicas e mentais para o cuidado e estar inscrito no Cadastro Único, com renda familiar per capita de até um salário mínimo. O pagamento pode ser feito por até 24 meses.
A inscrição ocorre nos municípios que aderiram ao programa Paraná Amigo da Pessoa Idosa. Em geral, o primeiro passo é procurar o CRAS ou a Secretaria Municipal de Assistência Social, onde a família recebe orientação e inicia o cadastro.
O Bolsa Cuidador Familiar integra uma política mais ampla de atenção ao envelhecimento, prevista em lei estadual aprovada em 2024. Além do repasse financeiro, o programa prevê acompanhamento técnico, orientação aos cuidadores e fortalecimento da rede pública de assistência.





