No domingo, 10, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) confirmou a primeira morte no Brasil em decorrência do mesmo vírus que causou um surto em um navio de cruzeiro no mês de abril. Trata-se do hantavírus, uma doença geralmente transmitida por roedores infectados que pode gerar problemas respiratórios e cardíacos, além de febres hemorrágicas. O vírus possui uma variante que possibilita a transmissão entre humanos, inclusive, foi esta a detectada na embarcação.
Apesar de a doença ser a mesma do surto no navio, a morte desta pessoa não tem ligação direta com o vírus investigado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). De acordo com as autoridades brasileiras, a vítima era um homem de 46 anos, morador de Carmo do Paranaíba, no Alto Paranaíba. Ele teria contraído o vírus após contato com roedores silvestres em uma área de lavoura. Outro ponto relevante é que o óbito ocorreu no início deste ano, fora do período do surto no cruzeiro.
As informações indicam que o homem apresentou os primeiros sintomas em 2 de fevereiro. No dia seguinte, já sofria com febre e dores nas articulações, lombar e músculos. Em 8 de fevereiro, ele veio a óbito. Segundo a secretaria, o caso é isolado e não há identificação de outras mortes pela doença em Minas Gerais até o momento.
Casos no Brasil
Conforme dados do Ministério da Saúde, em 2025, o Brasil registrou 35 casos confirmados de hantavírus, resultando em 15 mortes. Até abril de 2026, foram contabilizados sete registros da doença no país. Vale destacar que, na última semana, houve a identificação de dois casos nas cidades de Ponta Grossa e Pérola D’Oeste, no Paraná. Há, ainda, outras 11 suspeitas em investigação no estado. Apesar disso, não há motivos para alarde no país.
Entenda o surto no navio
No dia 1º de abril, o navio de cruzeiro MV Hondius partiu de Ushuaia, na Argentina, com 149 pessoas. No dia 6, um passageiro começou a apresentar sintomas semelhantes aos de uma gripe. No entanto, era o início da manifestação do hantavírus, um vírus raro e letal. Três pessoas morreram nesse surto.
Como diversos passageiros desceram em diferentes partes do mundo, a OMS e vários órgãos nacionais iniciaram o rastreamento dos casos. Até o momento, as autoridades afirmam que não há risco de uma pandemia global. Embora a cepa Andes (que permite a contaminação entre humanos) tenha sido identificada no navio, ela não se espalha tão facilmente quanto o vírus da Covid-19, por exemplo.





