Com as tarifas de energia cada vez mais caras, as casas dos brasileiros podem receber uma aliada importante em breve: as baterias domésticas para armazenamento de energia. De acordo com o site Canal Tech, os sistemas, quando combinados com painéis solares, já são utilizados em 100 mil lares na e 70 mil na Austrália . A tendência é que ganhem espaço por aqui.
A proposta é simples e eficiente. Durante o dia, quando a radiação solar é alta, a energia é estocada em baterias de íon-lítio. À noite ou em momentos nublados, ela volta à casa, alimentando os equipamentos sem depender da rede elétrica. Isso garante autonomia e proteção contra possíveis quedas de luz.
Isso acaba formando uma independência energética, que pode abrir um novo caminho para obter vantagens no âmbito financeiro. O sistema pode ser configurado para carregar as baterias em horários de baixo custo, utilizando-os nos picos.
Desta maneira, a conta de luz pode ser consideravelmente reduzida. E o benefício ambiental vem junto, afinal, há uma diminuição do carbono emitido e maior aproveitamento da energia solar.
Movimentações no Brasil
Na esfera pública, o governo brasileiro está se movimentando para acelerar a mudança. Em 2024, o Ministério de Minas e Energia anunciou a realização de um leilão para sistemas de bateria em 2025.
Há uma prioridade no financiamento de acordo com o projeto de lei PL 5174/2023. Empresas como Huawei já mostraram interesse em atuar nessa área no Brasil. O preço das baterias de íon-lítio caiu de US$ 1.400 por kWh em 2010 para menos de US$ 140 em 2023. O montante pode cair para US$ 64 por kWh até 2030, segundo o Canal Tech.





