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Voltar para casa para checar se tudo ficou fechado: o que a psicologia diz sobre esse hábito

Por Julia da Silva
18/09/2025
Voltar para casa para checar se tudo ficou fechado: o que a psicologia diz sobre esse hábito

Créditos: Freepik

Você já se pegou voltando para casa só para conferir se trancou a porta, desligou o fogão ou fechou as janelas? Para muitas pessoas, esse hábito parece apenas um cuidado extra, mas, segundo psicólogos, quando repetido com frequência e acompanhado de ansiedade intensa, pode indicar algo mais sério: o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC).

O TOC é caracterizado por obsessões — pensamentos, imagens ou impulsos indesejados que provocam desconforto — e compulsões — ações repetitivas realizadas para reduzir a ansiedade gerada por essas obsessões.

Hábito ou TOC? Quando realmente se preocupar?

No caso do “checar portas e janelas”, a compulsão funciona como um mecanismo temporário de alívio. A pessoa sente que precisa verificar várias vezes para garantir a segurança, mas essa ação apenas reforça o ciclo de ansiedade, tornando-o difícil de interromper.

De acordo com especialistas, esse comportamento está ligado a uma necessidade exagerada de controle e à preocupação constante com possíveis consequências negativas.

Por exemplo, pensamentos como “E se a porta não estiver trancada e acontecer algum acidente?” ou “Será que deixei o fogão ligado?” podem se tornar recorrentes e intrusivos, gerando um ciclo de preocupação que se manifesta em comportamentos compulsivos.

O alerta surge quando essa verificação se torna frequente, toma tempo excessivo e prejudica atividades diárias. Quem percebe que está gastando minutos preciosos ou até horas checando portas, janelas ou aparelhos elétricos deve considerar procurar um profissional de saúde mental.

Psicólogos e psiquiatras podem avaliar se há TOC ou outro transtorno de ansiedade envolvido e indicar tratamentos adequados, que podem incluir terapia cognitivo-comportamental e, em alguns casos, medicação.

O simples hábito de conferir portas antes de sair não é, por si só, um problema. Mas quando se transforma em uma necessidade constante e interfere na vida cotidiana, é sinal de que buscar ajuda profissional pode fazer toda a diferença.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Julia da Silva

Julia da Silva

Jornalista com experiência em textos jornalísticos e de redação criativa, interessada pelo mundo e por boas histórias.

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