Na terça-feira, 5, durante a coletiva de resultados do primeiro trimestre de 2026 da Latam, o CEO da companhia, Jerome Cadier, fez uma previsão preocupante em relação ao futuro da aviação caso o projeto para o fim da escala 6×1 seja aprovado. Segundo ele, a partir de 2027, voos internacionais podem deixar de ser realizados no Brasil.
Apesar de sua fala, Cadier adotou cautela na previsão, pois existem diversos projetos que vêm sendo estudados. No entanto, o que o preocupa e reforça a previsão do fim de voos internacionais é que, em algumas PECs, há a inclusão de tripulantes, aeronautas e pilotos. Isso inviabiliza a operação de voos com mais de 8 horas de duração e, consequentemente, acaba com os voos internacionais.
Dessa maneira, caso seja aprovada uma nova lei que impõe a jornada máxima de 8 horas, sem trazer exceções para a aviação, todas as rotas internacionais de longa duração com saída do Brasil serão impossíveis de acontecer. Apesar disso, o executivo acredita que vão ser colocadas especificações para essa área, evitando que aconteça o fim dos voos internacionais.
Projeto do governo
Em abril deste ano, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou ao Congresso um projeto para o fim da escala 6×1. Nele, é especificado o fim da jornada de trabalho de 44 horas, o que limita a atuação do profissional a apenas 40 horas semanais, ou seja, 8 horas por dia. Além disso, o profissional passa a ter direito a dois dias de descanso.
Se aprovado da forma em que está, o impacto no setor aéreo será muito grande. Isso porque 53,2% dos trabalhadores que atuam no setor possuem uma jornada de seis dias de trabalho.
Além disso, conforme apontado pela Associação Brasileira de Serviços Auxiliares de Transporte Aéreo (Abesata), pode fazer com que os trabalhos em aeroportos tenham um aumento de 20% em seus custos.





