Quem acompanha a televisão brasileira pode ter se surpreendido com a ideia de que William Bonner poderia ter voltado atrás de sua saída do Jornal Nacional.
A impressão é de que a decisão seria recente, mas, na realidade, o jornalista já havia considerado se afastar da bancada anos atrás. O primeiro momento dessa reflexão ocorreu durante o auge da pandemia de Covid-19, em 2020. Naquela época, Bonner chegou a comunicar à Globo seu desejo de deixar o telejornal, mas acabou adiando a decisão, mantendo-se à frente do JN por mais alguns anos.
Rotina intensa de Bonner o leva para outro cenário da Globo
Agora, em novembro de 2025, a despedida se concretizou. Bonner deixou oficialmente a bancada e a chefia do telejornal, explicando que o principal motivo da mudança foi a busca por equilíbrio entre vida pessoal e profissional.
Com um de seus filhos mudando para o exterior e anos de rotina intensa, o jornalista percebeu que seu tempo com a família estava sendo comprometido. “A conta não estava fechando”, disse, ao refletir sobre os 29 anos e quatro meses dedicados ao JN, sendo 26 anos como editor-chefe.
Apesar da saída do telejornal, Bonner seguirá na Globo, assumindo a apresentação do Globo Repórter ao lado de Sandra Annenberg a partir de 2026. A transição no Jornal Nacional já está definida: César Tralli passará a dividir a bancada com Renata Vasconcellos, enquanto Cristiana Sousa Cruz, atual editora-chefe adjunta, assumirá a chefia do telejornal. Roberto Kovalick comandará o Jornal Hoje e Tiago Scheuer ficará à frente do Hora Um.
A trajetória de Bonner mostra que sua saída poderia ter acontecido anos atrás, mas só agora se concretizou, encerrando um ciclo histórico e abrindo espaço para novos desafios profissionais na emissora.





