O jovem zagueiro Josko Gvardiol, de apenas 23 anos, tornou-se um dos grandes destaques da seleção croata durante a Copa do Mundo, chegando a ser apontado como favorito ao prêmio de melhor jogador jovem do torneio. No entanto, o defensor ficou mundialmente marcado pelo drible desconcertante de Lionel Messi na semifinal contra a Argentina, lance que resultou no terceiro gol argentino, marcado por Julián Álvarez.
Apesar da repercussão, Gvardiol garante que suas lágrimas após a partida não tiveram relação com o lance em que foi superado pelo craque argentino. “As lágrimas não foram por causa de um erro, mas por outras coisas. Não sei se existe jogador que não erre, principalmente na defesa. Os erros fazem parte do esporte, e ainda haverá outros. Eu apenas tento errar o mínimo possível”, afirmou o defensor, em entrevista coletiva.
Mesmo tendo sido driblado por um dos maiores jogadores da história, o croata tratou o episódio com admiração e maturidade, destacando a experiência de enfrentar Messi em um palco tão importante. “Foi uma boa experiência. Já havia jogado contra ele no clube, mas ele é completamente diferente quando veste a camisa da seleção. Estou feliz por ter jogado contra ele, mesmo com a derrota. Agora poderei contar aos meus filhos que marquei Messi por 90 minutos. Da próxima vez, nós o venceremos”, brincou o zagueiro.
De quase desistente a estrela do Manchester City
Hoje atuando em sua terceira temporada pelo Manchester City, Gvardiol poderia ter tido um destino completamente diferente. Em entrevista à BBC, o jogador revelou que quase abandonou o futebol durante sua passagem pelo Dínamo Zagreb, quando chegou a cogitar se dedicar ao basquete, esporte pelo qual também era apaixonado.
“Pensei em desistir porque gostava muito de basquetebol. Chegava aos treinos e não estava feliz, queria reencontrar a alegria que sentia antes. Meu sonho sempre foi ser jogador profissional, mas não imaginava que chegaria tão longe”, contou.O defensor também admitiu que jamais imaginou jogar em um clube do tamanho do Manchester City. “Se me perguntassem há alguns anos se eu me via jogando aqui, diria que não, que era impossível. Na última temporada, eu só queria jogar e ajudar o time. Sentia isso no corpo, especialmente durante o verão”, completou.





