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Antilulismo vai se ampliando como força política

Publicado em 03/04/2025, às 18h00

Flávio Gomes de Barros

Jornalista Josias de Souza:

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“Em oito meses, a rejeição ao governo Lula subiu 13 pontos na série de pesquisas da Quaest. Na sondagem divulgada nesta quarta-feira, a avaliação negativa da atual gestão disparou, descolando da positiva. De resto, o levantamento coleciona dados que apontam para a eventual calcificação de um ambiente que pode evoluir para a aversão de um pedaço expressivo do eleitorado a Lula. Já não é negligenciável a hipótese de que o antilulismo chegue a 2026 como uma força política relevante.

Segundo a Quaest, sete em cada dez brasileiros (71%) acham que Lula não cumpre as promessas que fez durante a campanha. Mais da metade (53%) avalia que Lula 3 é pior do que Lula 1 e Lula 2. Para 56%, o Brasil está na direção errada. Como se fosse pouco: 43% declaram que Lula realiza um trabalho pior do que o de Bolsonaro, um antecessor que, desde a semana passada, esquenta o banco dos réus à espera da sentença que deve enviá-lo para a cadeia antes do final do ano.

A nova pesquisa chega na véspera de um ato grandioso em que Lula prestará contas da ‘colheita’ de sua gestão. A corrosão da imagem não combina com o slogan do evento: ‘Brasil dando a volta por cima’. A Quaest sinaliza que foram ineficazes até aqui os esforços para retirar a popularidade de Lula do vermelho.

Desde que entregou a engrenagem de comunicação do Planalto ao marqueteiro Sidônio Palmeira, Lula intensificou as viagens pelo país e levou à vitrine programas como o empréstimo consignado para trabalhadores com carteira assinada e a isenção de Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5.000.

Lula fez de tudo. Fez inclusive afirmações cenográficas como ao assumir o compromisso de impedir que o Brasil vire a República do roubo de celulares. Mas tudo insiste em não querer nada com Lula.”

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