Após mortes em São Miguel dos Campos, Sesau diz que AL registrou 910 casos de Chikungunya no ano

Publicado em 09/07/2026, às 13h50
O vírus Chikungunya, o CHIKV, é transmitido pelos mosquitos Aedes aegypti - EBC / Agência Brasil

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A Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) informou, nesta quinta-feira, 09, que Alagoas registrou 910 casos prováveis de Chikungunya em 2026. Os dados foram contabilizados entre 1º de janeiro e 8 de julho. A atualização ocorre em meio às três mortes registradas em São Miguel dos Campos, no interior alagoano.

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Mãe e filha morreram em São Miguel em um intervalo de apenas 34 dias por complicações associadas à Chikungunya. Rubenita Lins dos Santos, de 60 anos, morreu no dia 30 de maio, enquanto que a filha, Crisleine Lins dos Santos, deu entrada no Hospital Helvio Auto no dia 23 de junho e faleceu no último sábado, 04, após o agravamento do quadro clínico.

Nessa quarta-feira, 08, uma recém-nascida teve falência múltipla de órgãos e morreu em São Miguel dos Campos. A suspeita, segundo a Secretaria de Saúde do município, é de que a vítima tenha contraído Chikungunya ainda no útero, uma vez que a mãe foi contaminada com a doença durante a gravidez. O parto foi realizado em um hospital da rede privada da cidade. O sepultamento da menina aconteceu nesta quinta, 09.

A Sesau explicou que a atualização dos dados sobre a doença ocorre quinzenalmente. Oficialmente nos registros da pasta estadual, o óbito de Rubenita é confirmado por decorrência da Chikungunya, que é uma doença infecciosa viral. As mortes de Crisleine e da bebê recém-nascida, apesar de terem sido confirmadas pela Secretaria Municipal de Saúde de São Miguel, só deverão aparecer nos dados oficiais da Sesau no próximo boletim quinzenal. Por enquanto, por protocolo da Saúde do Estado, são consideradas suspeitas.

Mãe e filha morreram em um intervalo de 34 dias por decorrência de chikungunya (Foto: Reprodução / TV Pajuçara)

 

Prefeitura de São Miguel

Em um vídeo enviado com exclusividade à TV Pajuçara, o secretário municipal de Saúde, Ademir Vieira, afirmou que os agentes de endemia intensificaram as ações preventivas, com as visitas para aplicação dos larvicidas na manhã desta quinta, 09. Além disso, uma equipe de coleta urbana reforçou o recolhimento dos objetos que estão acumulando água parada.

Arborviroses em Alagoas

Até essa quarta-feira, 8, o panorama das arboviroses em Alagoas tinha 3.042 casos prováveis de dengue e dois óbitos confirmados. Quanto à Chikungunya, foram 910 casos prováveis e uma morte. Com relação à Zika, permanecem 38 casos prováveis no período analisado, sem o registro de óbitos. Os números são da Sesau.

O vírus Chikungunya, o CHIKV, é transmitido pelos mosquitos Aedes aegypti, em ambientes urbanos, e pelo Aedes albopictus nas áreas rurais ou selvagens. As arboviroses são doenças virais transmitidas por artrópodes (como mosquitos e carrapatos).

Veja o que disse a Sesau:

"Sesau atua junto aos municípios no combate às arboviroses

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) esclarece que o último Panorama Mensal das Arboviroses, emitido na quarta-feira (8), com dados tabulados de 1º de janeiro a 8 de julho de 2026, aponta para a ocorrência de 910 casos prováveis de chikungunya em Alagoas, com a confirmação de um óbito registrado em São Miguel dos Campos, de uma pessoa do sexo feminino, de 60 anos.

Salienta que, por meio do Programa Estadual de Controle de Zoonoses, promove ações de conscientização e educação em saúde junto aos 102 municípios alagoanos e presta assistência técnica, capacitando os técnicos municipais sobre o manejo clínico dos pacientes acometidos pelas arboviroses, bem como, treina os agentes de combate às endemias, responsáveis pela busca ativa dos focos do mosquito Aedes aegypti nas residências, uma vez que ele é vetor da Chikungunya, da dengue e da Zika.

Ressalta que estudos do Instituto Oswaldo Cruz indicam que cerca de 70% a 80% dos focos do mosquito Aedes aegypti estão dentro das residências e, por isso, é fundamental a participação da população nas ações preventivas, por meio da limpeza das residências, com o objetivo de eliminar os focos do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, Zika e chikungunya. Para isso é necessário evitar o acúmulo de água em locais como vasos de plantas, pneus, garrafas e caixas d’água, onde o mosquito se reproduz, usar repelentes, especialmente em áreas de risco, e utilizar telas em janelas e portas para evitar o contato com os mosquitos.

Por fim, orienta que, no caso de sintomas como febre, dores no corpo e nas articulações, manchas vermelhas na pele, ou dor de cabeça intensa, é necessário se dirigir a unidade de saúde mais próxima da residência e procurar atendimento médico para diagnóstico e acompanhamento adequados. No caso das crianças, idosos, gestantes e pessoas com comorbidades (como diabetes, hipertensão, doenças cardíacas, entre outras) os cuidados devem ser redobrados".

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