Confrontando altura de Katharina com cena do crime, Polícia investiga suspeita de menina ter sido induzida a enforcamento

Publicado em 03/09/2024, às 11h09
Imagem de Drone/Wellington Soares/TV Pajuçara -

Theo Chaves, João Victor Souza e Pedro Acioli*

A morte da menina Katharina Simões, de 10 anos, ainda é cercada por lacunas não preenchidas pela Polícia Civil. Na busca pelo esclarecimento, a equipe que investiga o caso participou, nesta terça-feira (03), da reprodução simulada realizada no estábulo onde a criança foi encontrada enforcada em Palmeira dos Índios. O exame pericial pode trazer novos indícios sobre o que aconteceu naquele local no dia 7 de julho. Há a suspeita, por causa da estatura da criança e da altura da corda, de que ela pudesse ter sido induzida ao enforcamento.

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Em entrevista ao TNH1, o delegado Rosivaldo Vilar confirmou que houve divergências nos depoimentos colhidos até então, e uma delas foi a altura da cadeira usada por Katharina. "Gerou dúvida. A gente tem que fazer um trabalho que não deixe a menor dúvida, para depois, quando chegar no Ministério Público na Justiça, o pessoal veja que foi feita com a melhor qualidade possível, por isso essa nossa preocupação".

O delegado destacou ainda que uma pessoa da mesma altura que a Katharina participou da simulação. “[Investigando] Altura da vítima. Se ela conseguiria só fazer esse laço sem a ajuda de alguém, ou se alguém fez. É isso que vai tirar essa dúvida que a gente tem até o momento [...] A altura da garota era 1,56m e esse trabalho agora é com a perícia. Vão ver se realmente ela tinha condições de fazer esse suicídio”.

Veja imagens aéreas da reprodução simulada:

Vilar afirmou também que a reprodução simulada vai ser determinante para a conclusão do inquérito. “Essa reprodução é a maior importância desse inquérito. Já ouvimos pessoas, oitivas, juntamos várias provas. Essa reprodução teria que ser feita. Acredito que depois disso, a perícia em 30 dias, no máximo, deve estar nos encaminhando esse laudo conclusivo. A partir daí, vamos relatar e encaminhar para a Justiça.”

Irmão disse que pai havia dado tapas no rosto de Katharina

Em depoimento especial colhido pela Justiça de Alagoas na última quarta-feira (28), o irmão de Katharina Simões, de apenas 5 anos, disse que o pai havia agredido a filha com tapas no rosto de momentos antes dela ter sido encontrada enforcada no estábulo da família. A informação foi confirmada ao TNH1 pelo chefe de operações da Delegacia de Palmeira dos Índios, Diogo Martins, na manhã desta terça-feira (3).

Crédito: Theo Chaves/TNH1

Segundo Diogo Martins, a reprodução do caso será essencial para entender como Katharina conseguiu colocar uma corda no pescoço e se enforcar. “Essa reprodução é importante para preencher algumas lacunas. A nossa prioridade aqui é estabelecer se era possível ou não a criança ter amarrado a corda no teto do estábulo e se pendurado. Vamos simular a cena como ela aconteceu. Nós trouxemos a corda e a cadeira que ela utilizou, e vamos tentar reproduzir com o máximo de fidelidade”, explicou.

*Estagiário sob supervisão

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