Flávio Gomes de Barros
O acordo político para as eleições do próximo ano, cujo ponto principal é a adesão do prefeito de Maceió, João Henrique Caldas (PL), ao grupo liderado pelos senadores Renan Calheiros e Renan Calheiros Filho, expoentes do MDB local, tem alguns pontos não muito claros.
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De certeza mesmo é a desistência do próprio JHC de concorrer ao governo do Estado para apoiar Renan pai ao Senado (tentará a quinta reeleição seguida) e Renan Fiho a governador, por conta da indicação de sua tia Marluce Caldas para o Superior Tribunal de Justiça - o presidente Lula (PT), que a indicou, é aliado histórico dos Calheiros e tinha interesse nessa arrumação para 2026.
O que falta ser esclarecido do tal acordo:
- por que JHC não deu nenhum depoimento público nesse sentido?
- o deputado federal Arthur Lira (PP) vai ser mesmo candidato ao Senado (até agora ele próprio não emitiu nenhuma declaração a respeito)?
- quem seria o(a) candidato(a) a vice-governador?
- quais seriam os suplentes de Renan e de Lira?
- o que vai sobrar, em termos de espaço, para a senadora Eudócia Caldas (PL), mãe de JHC e que teria uma candidatura natural à reeleição no próximo ano?
- por que JHC ainda não deixou a presidência do PL em Alagoas, como teria prometido ao presidente Lula, para se filiar a uma legenda da base do governo federal?
- qual a reação dos que ainda restam na oposição em Alagoas e que até agora têm se mantido em silêncio?
São questionamentos pertinentes, que ainda carecem de esclarecimentos...
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