Folhapress
A Polícia Civil do Rio Grande do Sul prendeu na noite desta segunda-feira (6) o suspeito de matar a ex-namorada com um tiro na cabeça, em Lajeado.
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Ismael Garcia se entregou à polícia acompanhado por um advogado. Contra ele já havia um mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça gaúcha, segundo a delegada do caso, Márcia Bernini. O UOL tenta localizar a defesa de Garcia e entrou em contato com o Tribunal de Justiça para saber se ele já passou por audiência de custódia e se já constituiu advogado de fato. O espaço está aberto para manifestação.
Homem foi autuado pelo crime de feminicídio. De acordo com a delegada, "não restam dúvidas" de que foi ele o autor do disparo que matou Denise Silva de Medeiros, 21.
Denise e o suspeito namoraram por cerca de cinco anos. O relacionamento chegou ao fim no começo deste ano, mas ele não aceitava o término.
Testemunhas relataram que Garcia queria "controlar" a vida de Denise. Para se livrar das investidas do ex-namorado, a vítima chegou a mudar de sua cidade natal, Estrela, e foi morar em Lajeado. Apesar do histórico conturbado, Denise não tinha medida protetiva contra o ex-companheiro.
Vítima foi encontrada morta com um tiro na cabeça dentro do próprio apartamento. Segundo a Polícia Civil gaúcha, o crime ocorreu por volta das 19h do domingo, mas o corpo dela foi achado na madrugada de ontem. Suspeito fugiu, mas se entregou horas depois e foi levado para o Presídio Estadual de Lajeado.
EM CASO DE VIOLÊNCIA, DENUNCIE
Denúncias podem ser feitas pelo telefone 180, da Central de Atendimento à Mulher, que funciona 24 horas por dia, inclusive no exterior. A ligação é gratuita.
O serviço recebe denúncias, oferece orientação especializada e encaminha vítimas para serviços de proteção e atendimento psicológico.
Também é possível entrar em contato pelo WhatsApp (61) 99656-5008.
As denúncias também podem ser feitas pelo Disque 100, canal voltado a violações de direitos humanos.
Há ainda o aplicativo Direitos Humanos Brasil e a página da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos (ONDH).
Caso esteja em situação de risco, a vítima pode solicitar medidas protetivas de urgência, previstas na Lei Maria da Penha.
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