A Prefeitura do Rio de Janeiro iniciará no dia 16 uma operação com 320 agentes para fiscalizar a orla entre Leme e Leblon, visando a retirada de vendedores ambulantes ilegais, que são explorados por facções criminosas que cobram taxas diárias por pontos de venda.
Estudos da prefeitura revelam que cerca de 1.000 ambulantes ilegais atuam na zona sul, com 20% deles sendo estrangeiros, e identificaram 22 depósitos irregulares utilizados para armazenamento de mercadorias.
Além da fiscalização com agentes, a prefeitura utilizará câmeras e drones, e orientou que trabalhadores irregulares se cadastrem em plataformas de emprego e qualificação, após ações anteriores que resultaram em protestos e confrontos com ambulantes.
A Prefeitura do Rio de Janeiro anunciou nesta terça-feira (7) que vai escalar 320 agentes municipais para fiscalizar diariamente a orla do Leme ao Leblon, na zona sul, e retirar vendedores ambulantes ilegais. A ação começa no próximo dia 16.
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A prefeitura disse ter identificado que facções criminosas exploram vendedores irregulares, cobrando taxas para o uso do espaço no calçadão.
"Informações indicam que algumas facções criminosas cobram de R$ 200 a R$ 300 por dia por pontos de venda na orla", afirmou Marcus Belchior, secretário municipal de Ordem Pública.
A diferença do projeto anunciado para o modelo atual de fiscalização é o monitoramento diário da orla. A cada 12 horas, segundo a prefeitura, 160 agentes municipais serão escalados para o trabalho no calçadão. Os 320 agentes, espalhados por 69 pontos do Leme ao Leblon, começam a atuar a partir da semana que vem, com apoio de setores de inteligência das polícias Civil e Militar.
Câmeras da prefeitura e drones também vão ser destacados para a fiscalização.
Os dados da gestão Eduardo Cavaliere (PSD) divulgados nesta terça indicam que há 1.000 ambulantes ilegais atuando na zona sul. Destes, 20% seriam estrangeiros. A prefeitura afirma ter identificado 22 depósitos irregulares que servem de armazenamento.
"Copacabana, dentro dos nossos relatórios, apresenta diversas origens: são bolivianos, angolanos, venezuelanos ilegais trabalhando nessa logística", afirmou Belchior.
O calçadão da zona sul é atualmente ocupado por comerciantes ilegais de vestuário principalmente roupas de praia e camisetas de futebol, com foco na venda para turistas, comida e bebida, incluindo bebidas alcoólicas, além do aluguel irregular de bicicletas elétricas e ciclomotores.
No anúncio, a prefeitura orientou que trabalhadores irregulares devem se cadastrar em plataformas municipais de vagas de emprego e cursos de qualificação.
"Muitas vezes o trabalhador está ali por uma semana, no máximo. Ele não é permanente. Os pontos de venda é que são, então sequer é identificável ou é relevante quem é aquela pessoa naquele dia", disse o prefeito.
Em janeiro, durante o verão, a prefeitura fez ações para retirar vendedores ilegais do calçadão e apreender mercadorias. Os ambulantes fizeram dias de protesto no Arpoador e em Ipanema, e houve briga com agentes municipais.