5 dicas para sair do automático e voltar com uma boa história para contar

Pequenas mudanças de perspectiva, espaço para o improviso e novas experiências podem ajudar a tornar a rotina mais memorável

Publicado em 12/08/2026, às 13h00
Criar boas memórias tem menos a ver com grandes acontecimentos e mais com se permitir experimentar, improvisar e aproveitar os momentos simples da vida (Imagem: bbernard | Shutterstock)
Criar boas memórias tem menos a ver com grandes acontecimentos e mais com se permitir experimentar, improvisar e aproveitar os momentos simples da vida (Imagem: bbernard | Shutterstock)

Por Redação EdiCase

Entre compromissos, telas e tarefas que se repetem todos os dias, é fácil entrar no modo automático. E também é comum associar experiências memoráveis a grandes viagens, férias ou ocasiões especiais. Mas algumas das histórias que mais ficam na memória nascem justamente de momentos simples, quando existe disposição para experimentar algo diferente.

Para o empreendedor e diretor criativo Deco Neves, criar boas memórias tem menos a ver com grandes acontecimentos e mais com se colocar em movimento. “A gente sempre gostou mais da ideia de voltar com uma boa história para contar do que de fazer alguma coisa perfeitamente. Às vezes, o que vira memória é justamente o desvio, o perrengue ou aquilo que ninguém tinha planejado”, afirma.

A seguir, confira 5 dicas para sair do automático e voltar com uma boa história para contar!

1. Pare de esperar a ocasião perfeita

Esperar as próximas férias, ter mais dinheiro ou conseguir organizar todos os detalhes pode fazer com que algumas experiências sejam adiadas indefinidamente. Nem toda memória precisa nascer de um grande acontecimento. Fazer um programa diferente, experimentar uma atividade nova ou simplesmente mudar um hábito da rotina já pode abrir espaço para novas histórias.

“Tem muito essa sensação de que primeiro tudo precisa estar organizado para depois a gente viver. Só que várias das histórias mais legais começam justamente quando alguém resolve dar o primeiro passo”, diz Deco Neves.

2. Deixe espaço para o improviso

Planejar ajuda, mas controlar cada etapa também pode eliminar aquilo que torna uma experiência única: o inesperado. Uma mudança de planos, uma conversa que surgiu no caminho ou um convite de última hora podem acabar se tornando justamente aquilo que será lembrado depois. “Às vezes, você começa uma experiência imaginando que vai viver uma coisa e termina contando uma história completamente diferente. Deixar espaço para isso acontecer faz parte”, afirma.

3. Faça pelo prazer de fazer, não pela performance

Nem toda atividade precisa terminar em conquista, recorde ou resultado. Experimentar alguma coisa nova também pode valer simplesmente pelo prazer da experiência. Isso pode significar começar um esporte sem preocupação em ser bom, aprender alguma habilidade nova ou retomar algo que gostava de fazer sem transformar o hobby em mais uma obrigação.

“Nem tudo precisa virar uma meta. Você pode começar alguma coisa, ser ruim nela, dar risada e ainda assim ter vivido um baita momento. Quando a gente tira um pouco a obrigação de fazer perfeito, abre espaço para aproveitar mais”, diz Deco Neves.

Homem empurrando uma mulher dentro de uma caixa de papelão em uma sala vazia e iluminada, durante uma mudança de casa.
As histórias mais especiais podem nascer de conversas, encontros e acontecimentos inesperados (Imagem: MilanMarkovic78 | Shutterstock)

4. Dê atenção ao que acontece no caminho

Nem sempre aquilo que foi planejado como o grande momento de uma experiência será o que ficará na memória. Prestar atenção às pessoas, às conversas e aos pequenos acontecimentos que surgem no meio do percurso pode ajudar a tornar situações cotidianas mais marcantes. “Às vezes, a história que você vai contar daqui a alguns anos não é sobre aquilo que saiu de casa para fazer, mas sobre alguma coisa que aconteceu no meio do caminho”, afirma.

5. Crie momentos memoráveis também no trabalho

Se uma parte significativa da vida adulta é passada trabalhando, as boas histórias não precisam ficar restritas ao período de férias ou aos finais de semana. Pequenos rituais, comemorações diferentes, encontros fora do ambiente habitual e experiências compartilhadas também podem tornar a rotina profissional mais memorável.

É justamente essa lógica que Deco Neves decidiu colocar em prática em 2026. No ano em que a Bolovo completa 20 anos, a empresa criou o projeto Bolovo® no Fim do Mundo, uma expedição que leva cerca de 50 pessoas do time para Ushuaia, na Argentina. Em vez de celebrar o aniversário apenas revisitando a própria trajetória, a proposta é criar uma nova história coletiva com as pessoas que fazem parte da empresa hoje.

“Se a gente passa uma parte tão grande da vida trabalhando, também faz sentido criar momentos que vão ser lembrados para além do próprio expediente. Para os 20 anos, em vez de só olhar para trás, quisemos viver uma história nova juntos”, afirma.

No fim, sair do automático não significa necessariamente fazer grandes mudanças. Pode começar com uma decisão pequena, uma experiência diferente ou simplesmente mais disposição para deixar que coisas não planejadas aconteçam.

Por Gabriela Cardoso

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