Alagoas

500 dias de pandemia: governo de AL faz balanço de medidas econômicas adotadas

Agência Alagoas | 11/08/21 - 16h16 - Atualizado em 11/08/21 - 16h32

Ao longo de 500 dias de pandemia, a calamidade sanitária exigiu atenção prioritária para a área da Saúde, mas Alagoas também não colapsou na economia. Pelo contrário, os indicadores cresceram e, além de preservar os empregos, foi um dos três únicos estados do Brasil que ampliaram a oferta de vagas em 2021. As iniciativas do Estado combinaram ações de fomento, investimentos diretos, atração de empreendimentos, incentivos fiscais, pacotes de auxílio econômico e programas sociais.

Os resultados são comprovados nacionalmente. Em setembro de 2020, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou que Alagoas havia registrado o maior crescimento do Brasil no setor de serviços entre os meses de junho e julho, com alta de 9,5% – superior ao índice do próprio país, que cresceu 2,6% no mesmo período. Mais recentemente, os boletins emitidos pela Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz) comprovaram a continuidade do momento alvissareiro. No último mês de maio, atacado, varejo e indústria tiveram crescimento nominal, em conjunto, de 47%. Em junho, nova alta de 33%.

Longe da retração, Alagoas elevou as exportações e diversificou a agricultura. O consumo das famílias cresceu, defende o governador Renan Filho, ao citar o reajuste salarial concedido ao funcionalismo público estadual – mais um estímulo para manter a temperatura econômica em alta.

“E com o resultado em salvar vidas, a gente tem que colher o resultado econômico. Gerar emprego, gerar oportunidades, atrair mais investimentos para o estado – investimentos públicos e investimentos privados que são fundamentais para a geração de emprego”, disse o governador durante lançamento da pedra fundamental de um novo polo industrial em Marechal eodoro, na última quinta-feira (5), que receberá investimentos do Governo.

No início do ano, segundo a PNAD Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua) do IBGE, Alagoas foi um dos três únicos estados que geraram novos empregos no primeiro trimestre de 2021. Elevação de 1,4% na comparação com o ano anterior. O índice representou a abertura de 14 mil novas vagas no mercado de trabalho, com destaque para o comércio e a construção civil.

Desde 2019, foram abertos de mais 8 mil postos de trabalho abertos apenas com o funcionamento dos cinco hospitais de grande porte construídos pelo Governo de Alagoas – quatro deles sob o ataque do novo coronavírus. Somente neste ano, o maior ciclo de concursos públicos da história vai oferecer 6 mil novas vagas.

Atração de investimentos privados amplia geração de emprego e renda

O papel ativo do Estado na geração de emprego e renda também passa pela atração de investimentos da iniciativa privada. A instalação de grandes empreendimentos, como a Mineração Vale Verde, em Craíbas, e o resort Vila Galé, na Barra de Santo Antônio, teve intermediação decisiva do Governo de Alagas.

A mineradora trouxe o maior investimento privado dos últimos dez anos no estado: R$ 1 bilhão. Vai gerar 600 empregos diretos e 1.800 indiretos. Já o super-hotel na praia de Carro Quebrado representa o mais investimento da história no setor hoteleiro, com R$ 140 milhões e mais de 2 mil empregos diretos e indiretos.

Ao longo dos 500 dias de pandemia, os programas coordenados pelas secretarias de Estado de Infraestrutura (Seinfra) e de Transporte e Desenvolvimento Urbano (Setrand) também geraram oportunidades de trabalho durante a própria execução das obras. A inédita ampliação da malha rodoviária, com os programas Pró-Estrada e Alagoas de Ponta a Ponta, e a revitalização urbana dos municípios por meio do Minha Cidade Linda e Vida Nova nas Grotas seguem a fertilizar o terreno para um desenvolvimento social e econômico crescente e seguro em toda Alagoas.

O maior programa de transferência do Brasil em âmbito estadual repassa R$ 100 mensais para o público em situação de vulnerabilidade econômica e social inserido na primeira infância. Com a previsão de beneficiar 180 mil famílias até o final do ano, a iniciativa que visa melhorar a qualidade nutricional de gestantes, bebês e crianças até 6 anos de idade vai injetar R$ 18 milhões por mês distribuídos no comércio local dos 102 municípios alagoanos.