700 quilos de drogas apreendidas em Maceió e Região Metropolitana são incinerados

Publicado em 17/09/2026, às 12h10
A quantidade de drogas incineradas nesta quinta-feira é maior do que a que foi incinerada em 2025, quando 500 quilos foram destruídos - Foto: Ministério Público
A quantidade de drogas incineradas nesta quinta-feira é maior do que a que foi incinerada em 2025, quando 500 quilos foram destruídos - Foto: Ministério Público

Por Redação com assessoria

Setecentos quilos de drogas apreendidas em Maceió e Região Metropolitana foram incinerados em um forno industrial, representando um esforço significativo das autoridades no combate ao tráfico de entorpecentes.

A promotora Martha Bueno destacou que o processo de apreensão e descarte envolve a colaboração entre a Polícia Civil, Militar e o Ministério Público, com a análise laboratorial das drogas sendo essencial para a continuidade dos processos judiciais.

A incineração, que superou a quantidade destruída em 2025, é vista como uma vitória no combate ao tráfico, com a Polícia Civil aumentando o efetivo de delegados na região e garantindo a fiscalização em todas as etapas do processo de descarte.

Resumo gerado por IA

Nesta quinta-feira (17), 700 quilos de drogas apreendidas pelas forças policiais nos últimos 12 meses em Maceió e Região Metropolitana foram destruídos.  A incineração ocorreu no forno de uma indústria situada no Polo Industrial de Marechal Deodoro.

Titular da 65ª Promotoria de Justiça de Combate ao Tráfico de Entorpecentes da capital, a promotora Martha Bueno explicou que todo o trabalho, desde a custódia da droga pela Polícia Civil até o descarte final hoje, tem a fiscalização e o trabalho do Ministério Público. “Incumbe a nós da 65a PJC fiscalizar, mas esse é um trabalho conjunto com a Polícia Civil e a Militar”, salientou.

De acordo com ela, a PM faz os autos de prisão em flagrante (APFs), depois a droga é encaminhada à Polícia Civil para ser guardada e uma amostra de cada apreensão vai para o Instituto de Criminalística (IC), responsável pela análise laboratorial para confirmar o tipo de droga.

“É com esse laudo do IC que temos a materialidade delitiva dentro dos autos processuais, para assim seguirmos com o processo e buscarmos a condenação. Temos que destacar também que, com a finalidade de combater o tráfico de drogas, a Polícia Civil aumentou o efetivo de delegados na Região Metropolitana”, acrescentou a promotora Martha Bueno.

A quantidade de drogas incineradas nesta quinta-feira, cerca de 700 quilos, é maior do que a que foi incinerada em 2025, quando 500 quilos foram destruídos. “Isso representa o combate das instituições contra o tráfico. Nós estamos em constante vigilância. Esse descarte é um alívio para a sociedade e um aperto e perda de material para os criminosos. O tráfico é insistente, mas nós somos combatentes. As instituições estão sempre de plantão”, assinalou a promotora.

A delegada Michelly Ribeiro, que é a coordenadora do Departamento de Investigações e Repressão ao Narcotráfico da Polícia Civil de Alagoas, por sua vez, acrescentou que a cada dia se tira mais droga de circulação. Para fazer a incineração, ela destacou que antes é preciso obter autorização judicial. “Temos a fiscalização do MP em todas as etapas, inclusive para confirmar que se essa droga incinerada é a mesma que foi apreendida. Isso gera prejuízos ao tráfico e alívio para a sociedade”, apontou a delegada, que também estava acompanhada pelos delegados Mac Dowell Fortes, Rafael Antunes e Rafael Lemos, além de agentes da PC e da Polícia Militar.

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